O Festival das Luzes

Em outubro, no início do outono, a cidade de Berlim fica ainda mais bonita, iluminada e musical com a chegada do Festival das Luzes.

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Torre da TV com planetinhas 😛

Sem dúvidas, esse é um dos meus eventos preferidos por aqui! Criado em 2005 e com duração de dez dias, o festival ilumina os principais pontos turísticos da cidade, especialmente os localizados no centro.

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A Catedral durante o festival

Projeções animadas e coloridas são lançadas em diversos monumentos históricos, geralmente acompanhadas de músicas, e é super interessante observar como tais monumentos mudam de acordo com elas.

Em um determinado momento, pontos turísticos como o Portão de Brandemburgo, a Torre da TV, e a Catedral de Berlim estão coloridos, noutros parecem estar sendo tomados por algum tipo de “criatura bizarra”, e noutros parecem estar simplesmente desmontando.

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Portão de Brandemburgo em uma projeção do ano passado

As projeções citadas são criadas por artistas, e variam de monumento para monumento. Além disso, é normal que em alguns deles várias projeções diferentes sejam lançadas, uma após a outra.

Este ano o festival começou no dia 6 de outubro, e acabou dia 15, incluindo não só as iluminações e músicas, mas também tours guiados chamados de LightSeeing. Os visitantes tinham, então, a opção de observar os monumentos de ônibus, barco e, claro, a pé.

Vale lembrar que também fazem parte do festival workshops de fotografia, open house em alguns prédios, e eventos de caridade. Pra quem achou interessante, aqui está o link para o site deles.

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A universidade de Direito da Humboldt

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Beijão,

Vivi.

 

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Vale dos Vinhedos: a beleza dos vinhos e vinhedos de Bento Gonçalves

Há exatos 3 anos e 7 meses me mudei pra esse cantinho maravilhoso do Brasil. Já turistei, guiei, conheci lugares lindos, pessoas com histórias maravilhosas e vinhos incríveis.

Hoje, vou colocar um pouquinho do que tem sido essa experiência de morar num lugar tão bonito, que eu amo tanto as paisagens, os cheiros, o céu, a cultura e cada estação do ano – que curiosamente os moradores comemoram cada chegada de uma nova fase do ciclo.

Vou discorrer um pouco sobre algumas das vinícolas que já visitei, e alguns pontos que algumas oferecem. Caso esteja planejando visitar Bento e conhecer um pouco da região, aqui vão algumas indicações, mas já aviso: a gente começa as 8 da manhã e finalizamos o dia as 17h, pra não perder nada. Vou postar uma sequência hoje e nas próximas semanas sobre “o que fazer quando se visita Bento Gonçalves” e olha… tem coisa pra caramba! Então seguimos, hoje vamos fazer um roteiro do primeiro dia:

Durante a manhã:

Aurora: Vamos começar por dentro da cidade pra facilitar o processo. Uma das maiores vinícolas do país, com três unidades localizadas em Bento, uma no Vale dos Vinhedos, uma no centro e outra a 15 minutos caminhando a partir da entrada da cidade, que é o nosso foco: a matriz – onde é realizado o passeio turístico e a degustação. O passeio é bem bacana, conta a história da vinícola e você passa por dentro da fábrica: desde os tanques de inox até as barricas de carvalho. Acho que é uma das vinícolas que mais visitei em todos esses anos, pela facilidade de acesso. Sinceramente eu perdi a conta de quantas vezes. Tá fazendo nada? Vamo ali na Aurora que eu te levo! hahahahaha. Não tem investimento inicial pra conhecer a vinícola e degustar os produtos, sem contar que tem pra todos os públicos: tem produtos mais baratos, tem produtos mais caros, tem suco de uva, keep cooler, vinho comum, vinho fino, branco, tinto, espumante, artigos em geral pra vinho… vale a pena dar ~aquela~ passadinha. O passeio dura em torno de 1h (sem contar o tempo na loja), então não enrola não que ainda tem que ir pro Vale!

Vallontano: Logo na entrada principal do Vale dos Vinhedos (que fica a uns 5 minutos de carro da entrada da cidade), já encontramos a vinícola Vallontano, com vinhos nobres de produção em pequena escala. Você encontra ali mesmo uma cafeteria/risoteria, um ambiente bem agradável que além de tudo ainda aceita pets! A comida é maravilhosa, super recomendo um investimento. A unica vez que entrei na área de produção foi durante uma visita técnica da faculdade, porque eles não disponibilizam visita turistica dentro da vinícola. A degustação fica na área do restaurante, e custa 20 reais por pessoa.

Valontanno ao fundo

Nós bem lindos subindo pra entrar na Torcello, e ao fundo, a Vallontano. Dá pra ver que é bem pequeninha né? ❤

 

Torcello: Logo em frente, temos a vinícola Torcello. Visitei na minha primeira vez em Bento, e voltei mais algumas, uma delas com a família do meu namorado – que na minha opinião foi a melhor das visitas ali. O guia da vinícola nos contou toda a história da família, conhecemos a pequena cantina e os parreirais. Em seguida, como existe todo o “ritual de iniciação” na degustação de um vinho, ele ensinou com muita paciência o passo a passo de como avaliar o vinho. Degustamos cada um dos vinhos seguindo o passo a passo, foi bem bacana e divertido. O investimento inicial pra conhecer e degustar é de 10 reais por pessoa.

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Final da degustação na Torcello. Familia linda tomando uns bons drink ❤

ALMOÇO: No vale tem bastante opção pra almoçar, mas eu já digo: guardem bastante espaço na pancinha porque olha… só comida boa. Alguns dos restaurantes que indico são o Di Paolo (meu coração pertence a este restaurante), Mamma Gema, Giordani e o Sbornea’s, que trabalham com o serviço de rodízio de comida italiana ou à la carte, e o Vale Rústico que disponibiliza o serviço de menu degustação, que pode ser servido também harmonizado. Eu sou bem sincera, e acho que uma olhadinha no TripAdvisor antes de escolher restaurante é sempre uma boa. Cada um tem um gosto, então fica difícil decidir…

Durante a tarde:

Hotel e SPA do Vinho: Vale a pena conhecer um hotel 5 estrelas né? Nem que seja pra passar pela porta, hahahahaah. É um lugar lindo, você pode conhecer os serviços do SPA e tirar fotos maravilhosas da vista. As diárias são bem salgadinhas, mas eu garanto que quem dorme ali tem sono dos deuses… porque olha, né brincadeira não! Os recepcionistas são bem simpáticos, sempre me receberam super bem nas quantas vezes que fui “dar uma olhadinha”, hehehe. Eles tem diversas programações, como um Baile Imperial (que acontece uma vez por ano), realizam eventos como casamentos, um “por-do-sol” harmonizado (vinhos que acompanham o descer do sol), atividades no spa… e não precisa estar hospedado! Um hotel cinco estrelas é um hotel cinco estrelas né queridos? Hhahahahah

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Visita técnica que fiz com alguns colegas de curso, estávamos no alto da torre da Miolo, e a vista pro SPA é maravilhosamente incrível!

Miolo Wine Group: Fica beeem em frente ao hotel (sério, só atravessar a estrada) e PENSE num lugar bonito? Os guias levam os grupos por toda a vinícola, e explicam como acontece o processo de vinificação de uma maneira bem tranquila de entender, pra ninguém ficar de fora. Logo depois da visita (que dura uns 50 minutos) acontece a degustação guiada, onde você pode degustar alguns dos produtos disponíveis com o auxílio do guia que ensina tudo passo a passo e analisa o vinho junto com todo mundo. O valor de investimento é 30 reais por pessoa.

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Só de olhar já dá pra saber que foi tirada no inverno né? ❤

miolo vista do spa

Miolo vista do SPA. Diz se não é colírio pros olhos?

Famíglia Tasca: pensem numa casinha antiga, com uma vista linda pro vale, com um museu cheio de história pra contar? Pra quem gosta de ficar admirando antiguidades, esse é o lugar! É realmente cheio de tudo que tu imaginar: desde utensilios de uso pessoal como escova de cabelo e porta-jóias, livros e fotos, até itens de uso na roça antigamente. Tem pasta com folhas de revistas e jornais antigos, tem uma cama de “colchão de palha”, tem até bercinho! Uma verdadeira viagem aos tempos de imigração italiana. E claro, eles vendem suco e geléia de uva! Quando fui tinha de physalis também. Não vou me recordar o valor, mas não são caros não viu? É produção própria da família. Sem contar que a senhorinha que nos recepcionou é uma “simpatiqueza” em pessoa!

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Eu e a senhorinha da simpatiqueza, laáaaáá em 2014, minha primeira visita ao vale dos vinhedos na vida! Vim fazer a matricula na faculdade sem nunca ter pisado em bento, hehe

Pizzato Vinhas e Vinhos: Final de tarde… última vinicola. Até hoje falar da Pizzato me pega pelo coração por ter sido a primeira vinicola que visitei na vida, e pelo atendimento ter sido EXCEPCIONAL. Degustei praticamente todos os produtos, lembro ate hoje que quem me atendeu foi a Carol Chieli e o Alfredo Biagini. Falei que ia começar o curso e foi super bacana a forma como eles foram bem atenciosos e queridos. Voltei outras e outras vezes, fui atendida pela Cris Franzen (que já me recebeu diversas vezes hehe) e nunca me decepcionei. Os produtos eu não tenho nem o que falar né? Sempre indico aqui. O investimento é de 20 reais e olha: vale cada centavo.

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Olha a familia do mozão ai de novo.. ❤ Dá pra descer nas parreiras sim! Eu sempre gostei desde criança de guardar folhas dos lugares que visito.
pizzato

Eu e minha irmã, também na minha primeira vez no vale, plena vindima, um calorão e nós fazendo visita e bebendo wines! Hahahaha

Jantar: Bom, eu não nego uma pizza nem morta né? Falou pizza eu to “oi? que? vamo?” ahahhaha. Então se você tá em bento e já almoçou comida italiana, vamos continuar na Itália, né? Já dentro da cidade, mais precisamente no bairro Planalto, temos várias opções. As duas pizzarias que eu mais frequento (ou pelo menos tento sem morrer com o colesterol lá em cima) são a Sapore di Fiorenza e a Sapore Sublime. Preços super acessíveis, e daquele jeito que a gente gosta: rodízio né meus queridos!? Pra sair rolando… mas fica tranquilo que eles dão chazinho de boldo como cortesia no final, se você pedir. Só pra não chegar depois no hotel parecendo um boi! Hahahahah

Enfim, acho que deu pra visitar bem hoje né? O segundo dia eu deixo pra semana que vem pra gente não se alongar e a cidade perder a graça. Mas já adianto: tem mais vinícolas no vale, tem os Caminhos de Pedra, tem a rota de espumantes de Garibaldi, tem a Tramontina em Carlos Barbosa (as donas de casa piram), tem o Salto Ventoso em Farroupilha… é muito lugar lindo pra visitar, e tudo pertinho, de verdade! Além de claro, as festas e eventos que acontecem durante todas as estações do ano… cada etapa do ano tem diversas harmonizações e eventos que categorizam a época do ano. Tem Bento em Vindima que acontece no verão (durante a safra da uva), Bento em páscoa CHEIO de coelho gigante pelo centro da cidade, Settimana Italiana di Bento que acontece em maio pra celebrar a chegada dos italianos ao RS, Bento Sensação pra aproveitar cada detalhe do outono e do inverno, Estação Primavera em Bento pra comemorar o fim dos dias frios e a chegada das cores, e o Natal Bento, celebrando com muita luz, enfeite e evento o final de um ano e a chegada do próximo! Estamos agora entrando na Estação Primavera, e eu já to bem doida pra ir pros eventos no centro da cidade, cheios de música e dança, pra comemorar o fim do frio, a chegada das flores e do calor. É ou não é uma tradição linda? ❤

Temos também diversos eventos durante o ano como o Bike Festival, o Bento Bier Festival, nessa próxima semana teremos o Despertar no Vale, temos a Wine Run, a comemoração ao dia do vinho… é coisa demais pra fazer nessa cidade bem linda!

Enfim, hoje eu fico por aqui e semana que vem a gente faz o nosso segundo dia de passeio turístico, conhecendo cada pedacinho da cidade do vinho no Brasil. É uma cidade pequena, mas cheia de história e lugares maravilhosos. Vale a pena cada segundo aqui! Espero que vocês tenham gostado, porque pra mim foi ótimo relembrar cada lugar que já visitei na cidade.

Beijo no core,

Bea ❤

Voando com a Ryanair

Começo dizendo que não, este não é um post publicitário hahahahah (Ryanair, dá passagem pra nós – Vivian mendiga).

A Ryanair é uma empresa aérea low cost (de verdade!), que tem vôos com preços camaradas, e se as passagens forem compradas com antecedência é que a viagem fica ainda mais em conta (dá pra conseguir passagens por dez euros!!!).

Os vôos são por praticamente toda Europa, e isso é uma mão na roda pra quem quer fazer um passeio por aqui, pois os valores são baixos e os países próximos, o que significa poucas horas no avião e mais horas de turismo.

Uma passagem pela Ryanair te garante a viagem, um assento gratuito (caso estes não estejam esgotados), e o direito de carregar consigo uma bagagem na cabine que pese no máximo 10 kg e siga certas especificações de tamanho, além de uma bolsa pequena.

Caso o passageiro queira mais regalias, deverá pagar por elas. É por isso que a Ryanair possui pacotes como o Plus, Flexi Plus, ou Family Plus.

Na minha última viagem, eu e meu marido compramos o Plus, que nos deu o direito de levar uma bagagem de 20 kg por passageiro no porão do avião, e embarque prioritário.

No mais, a experiência de vôo não é tão diferente das companhias brasileiras. A aeronave é pequena, havendo duas filas com três poltronas de cada lado, e quem quiser um assento com mais espaço pode desembolsar uma grana para isso.

Os vôos costumam ser bem cheios, principalmente nos meses de verão. Vale ressaltar que quase todos os extras da Ryanair são pagos, e isso inclui a comida servida no avião. De diferente, o que notei é que vendem cosméticos lá dentro! Após passarem com os carrinhos de comes e bebes, as aeromoças trazem um com maquiagens, perfumes, hidratantes e etc.

Por fim, o resumo da Ryanair é o seguinte: passagem barata de verdade, e avião estilo Gol, com o adicional da venda de cosméticos hahahaha.

Deixo também a dica de que a Ryanair não é a única companhia low cost da Europa. Aqui também há a Airberlin (que decretou falência mas continua voando e vendendo passagens) e a easyJet.

 

O transporte público em Berlim

Eu já falei sobre a experiência de pedalar em Berlim aqui, e também comentei que desde que vim pra cá eu não dirijo e não sinto a menor falta. Hoje eu mostro outro meio de locomoção disponível na cidade: o transporte público, que é de qualidade!

Em Berlim você acha ônibus, trem, metrô, e bondes, e essas quatro opções são suficientes pra você ir para os locais mais distantes da cidade sem precisar de um carro.

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O bonde, também conhecido como Tram – esse da foto é uma versão mais antiga, mas muito fofo (eu adoro os Trams kkkkk)

Além disso, utilizar o transporte público daqui é muito simples: basta comprar um ticket compatível com a sua necessidade, e embarcar. Ele pode ser para um viagem de curta distância, bicicletas, estudantes, turismo, para um dia inteiro, um mês, ou você pode comprar um pacote anual. Geralmente o ticket comprado vale para todos os meios de transporte da cidade.

Outra coisa que acho muito interessante é que aqui não existem catracas para acessar o transporte público. Você simplesmente compra seu ticket em uma máquina, em seguida você o valida em um aparelho que marca a data e hora do momento (sendo que alguns tickets não precisam de validação), e pronto, pode entrar no transporte público. A única “exceção” para essa regra é o ônibus, onde você deve mostrar seu ticket para o motorista.

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Da esquerda pra direita: a máquina onde o ticket é vendido (há opções de compra em inglês e outras línguas), o aparelho de validação, e um ticket diário já validado

Porém, atenção! O fato do transporte público não possuir catracas não significa que não há fiscalização. Ela existe e normalmente é realizada por fiscais à paisana. Quando você menos espera, uma pessoa com a aparência de um passageiro saca um crachá, uma maquininha, e sai pedindo pra ver os tickets das pessoas e, em caso de irregularidade, você será multado em 60 euros.

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Sem catracas, você entra e sai de boa

Fora o que citei acima, para facilitar ainda mais a vida de quem anda por aqui, existem pelo menos 2 apps que mostram os melhores caminhos utilizando o transporte público berlinense, fora que o próprio Google já faz isso. Basta acessar mapas, colocar seu local e destino, clicar em “rotas” e depois no ícone do bonde/ ônibus (nunca sei de qual deles é o ícone kkkkkk alok), e pronto, você terá não só o melhor caminho para chegar em um determinado local usando o transporte público, bem como você terá o horário preciso no qual ele irá passar.

Por falar nisso, via de regra o transporte público daqui é bem pontual. Nas estações de trem, bonde e metrô há sempre um painel eletrônico mostrando qual a direção dele e quanto tempo falta para ele chegar (na ocasião de obras na estação o painel pode ser trocado por um papel com os horários). Já no caso dos ônibus, há sempre uma plaquinha nos pontos mostrando os horários nos quais eles passam.

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No canto esquerdo superior da foto dá pra ver o painel eletrônico que identifica a linha do metrô e o horário que ele passa

Claro que a Alemanha é um país, e não um paraíso. Atrasos acontecem, e transporte lotado também, porém, mesmo assim, acho tudo muito tranquilo. Os preços são justos, a maioria esmagadora das pessoas é super educada, e mesmo que um transporte atrase ou não apareça por alguma razão, há sempre uma alternativa (exemplo, o trem não vai passar por causa de uma reforma nos trilhos, então um ônibus faz a rota dele).

Conclusão: com a minha bicicleta velha e esse transporte público super eficiente, só Deus sabe quando eu vou dirigir novamente (já já faz um ano desde que sentei no banco do motorista pela última vez, vou fazer um bolinho pra comemorar kkkk).

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Beijão pra vocês :*

Vivi.

 

Bate e volta Berlim – Nürnberg

O post de hoje vai ser quase como um diário de viagem com dicas para dois lugares bem legais!

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Gente, que lugar lindo!

Porém, antes de tudo é preciso contextualizar. Eu e meu marido moramos em Berlim e trabalhamos em uma empresa sediada no sul da Alemanha, na cidade de Nürnberg. De tempos em tempos rolam umas comemorações que reúnem os funcionários, e na última sexta foi a vez da festa de verão, no lago Kleiner Brombachsee.

Saímos de Berlim às 8:30 da manhã da sexta-feira, e encaramos uma viagem de 5h e 30min de duração até chegarmos em Nürnberg. De lá, pegamos um carro, passamos por vários vilarejos super fofos, e em uma hora chegamos ao Kleiner Brombachsee.

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O lago maravilhoso.

O lago fica em uma região mais isolada, e me impressionou muito por sua história (já que ele é artificial) e organização. O local é lindo, e tem opções para os mais diversos gostos, como restaurantes, áreas para acampar e fazer churrasco, mini golf, escola para cachorros, e programações na água, como stand up paddle.

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Acho que não preciso dizer que a festa foi ótima! Comemos muito churrasco e nadamos no lago gelado (hahaha) e, quando anoiteceu, voltamos para Nürnberg.

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Churrasquinho da firma hahaha.

O dia seguinte foi só de turismo! Nürnberg tem 517.498 habitantes, e muita história. Apenas para ilustrar, a primeira menção documentada sobre a cidade data de 1050, e é sobre o seu Castelo Imperial.

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Vista do centro histórico de Nürnberg de cima do Castelo Imperial.

O centro histórico da cidade é lindo, todo murado e com muitas coisas medievais, e em cada esquina há algo interessante. Em nosso passeio vimos várias igrejas (há muitas nessa região), o Castelo mencionado acima, o Museu dos Brinquedos, dentre outras coisas.

Vale lembrar que o centro histórico de Nürnberg foi bastante destruído após a segunda Guerra Mundial. Contudo, ele foi reconstruído a partir de planos originais existentes desde a Idade Média, e hoje está de pé, recebendo muitos turistas!

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O Castelo Imperial.

Nosso passeio terminou após irmos até um Café de Gatos onde você come e toma suas bebidas, e eles ficam dormindo ou brincando com os visitantes (amei demais esse lugar, pois sou a louca dos gatos hahaha).

Eu espero visitar Nürnberg mais vezes, e recomendo muito uma ida para essa região, pois há muitas coisas legais pra se fazer lá, e muita coisa bonita de se ver.

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Eu só queria um desses apartamentos hahaha.

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Tschüss, e até o próximo post 🙂

Beijão pra vocês :*

Vivi.

A East Side Gallery

Muitos já estão familiarizados com a história do Muro de Berlim – sobre a qual me aprofundarei aos poucos em posts futuros – e sobre o lado artístico daqui, que aflora através de roupas, tatuagens, galerias, museus, e arte de rua.

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A East Side Gallery.

Uma dessas manifestações é a East Side Gallery, a maior galeira de arte ao ar livre do mundo, possuindo 1.316 metros. Ela surgiu em 30.09.1990, após a queda do Muro de Berlim, quando 118 artistas de 21 países pintaram partes remanescentes dele com os mais diversos temas, que exaltavam a reunificação do país, e o fim da guerra fria.

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Liberdade!

Em 2009 a região passou por uma grande reforma que custou 2 milhões de euros. Por isso, os artistas que haviam pintado o muro previamente foram convidados para participar de tal renovação. Fontes oficiais falam que foi assim que a galeria foi “recriada”.

 

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Tem até o Batman na galeria 😀

A reforma foi necessária pois há um forte trabalho de preservação das artes expostas na East Side Gallery, especialmente por parte dos artistas que deixaram seus trabalhos lá. Infelizmente, é comum ver pessoas pichando, arrancando pedaços, escalando, e colocando os pés no muro para fazer fotos e vídeos.

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O menino tá cabisbaixo depois de ter sido rabiscado hahahah.

Contudo, deve-se lembrar que a East Side Gallery é um grande conjunto de pinturas que foram feitas em um local histórico. De acordo com as autoridades, se tais comportamentos se perpetuarem, a galeria acabará nos próximos anos (neeeeeeeein).

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Rapaz vendendo sua arte em frente ao muro.

A galeria fica localizada na Mühlenstraße, e é aberta 24 horas, com visitação gratuita. Lá, é possível encontrar também um museu sobre o Muro de Berlim, e um quiosque vendendo souvenir.

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O início da galeria na Mühlenstraße.

Eu aconselho fortemente uma visita à East Side Gallery caso você esteja de passagem por Berlim, pois é uma programação gratuita, de fácil acesso pelo transporte público, e o local é extremamente impactante.

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Achei essa pintura super legal, e ficaria melhor ainda sem os rabiscos por cima :/

É muito interessante observar o muro e refletir sobre como ele dividiu uma cidade e um país, oprimindo um povo, e separando amigos e famílias. E é melhor ainda ver como essa região, que antes era um símbolo de repressão, hoje é um monumento à liberdade em seu sentido mais amplo.

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My God, Help Me to Survive This Deadly Love: uma das pinturas mais famosas da East Side Gallery.

Para mais informações sobre a galeria e seus artistas, acesse o site oficial da East Side Gallery (dá para ler em Alemão, Inglês ou Francês – há outras línguas, mas não funcionou quando cliquei nos ícones), e entre no Google Arts and Culture deles ( que está em Alemão, porém possui imagens de várias pinturas com o nome dos artistas que trabalharam nelas).

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Provérbio africano que é traduzido como: “muita gente pequena em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas mudarão a face da Terra.”

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Vivi.

Grunewald, uma floresta em Berlim

Semana passada falei sobre andar de bicicleta em Berlim, e o tema de hoje tem uma certa conexão com o meu post anterior.

Eu e meu marido estamos criando o hábito de fazer longas pedaladas no final de semana com o objetivo de explorar mais a cidade, e ontem decidimos ir a um local distante e diferente.

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A floresta.

Grunewald é uma floresta de 3.000 hectares na região ocidental de Berlim, sendo a maior área verde daqui. Nós chegamos lá por uma de suas bordas, e não pela entrada principal, passando pela estação de trem Heerstraße, e pedalamos por uma rua para bicicletas (mas por onde também circulam carros) até entrarmos na floresta.

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Rua que nos levou até a floresta.

Eu amo a natureza, adoro parques e atividades ao ar livre, e esse local proporciona tudo isso. A região é enorme, e ótima para pedalar, caminhar e correr, contando com muitas opções de diversão.

Durante nossa jornada pequena excursão, nós pedalamos por dentro da floresta, depois fomos para o Ökowerk, que é um centro de conservação da natureza (e que disponibiliza programações para crianças), e passamos por um lago com uma área de nudismo (digo logo que isso é MUITO normal por aqui, e nós vimos muitas bundas e gente como veio ao mundo se bronzeando na grama).

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O início da nossa pedalada na floresta.

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Parte do Ökowerk.

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O lago (sem os nudistas, pois não rola postar foto de gente pelada hahaha).

O passeio todo, saindo de casa e pedalando pela floresta, totalizou cerca de 30 km. Porém, a região é bem grande e nós não tivemos a oportunidade de ver tudo que tem por lá. Além do que mencionei, em Grunewald você ainda encontra pelo menos um bistrô, um bar, uma torre com uma vista bem bonita, e a maior elevação de Berlim (115 metros).

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Bistrô fofinho do Ökowerk.

Deixo aqui apenas uma dica de amiga: se você decidir fazer esse passeio em uma época mais quente (estamos no verão), leve um repelente de mosquitos, pois lá tem muitos.

Por fim, eu super recomendo uma visita à floresta Grunewald. O lugar é lindo, e em cada canto você descobre algo novo e diferente para observar e se aventurar.

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Uma das várias pistas por dentro da floresta.

Aqui está o link em inglês para o site Visit Berlin, explicando um pouco a respeito da floresta, aqui está o link em inglês da Wikipedia, que também fala sobre essa região, e aqui está o link em alemão do Ökowerk. Todos podem ser traduzidos com a ajuda do Google Tradutor 🙂

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Até a próxima 🙂

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