Minimalismo em 10 pontos

Olá pessoal!!! E hoje segue mais um post sobre Minimalismo! Pode parecer um tanto repetitivo, mas acho que quanto mais informação a gente gerar, mais gente pode conhecer e assim acabar derrubando alguns pré-conceitos sobre a vida de quem escolheu não ser excessivo!

Estou monotemática nisso, pois tenho achado tão pouco conteúdo nacional, que os que eu acho na gringa trato logo de escrever! Esse post por exemplo, ele é baseado no livro “Menos é Mais” de Francine Jay, uma americana minimalista. Os demais conteúdos serão baseados nesse livro e também na Marie Kondo (chegaram os livros dela!!), a guru da organização! pois nada melhor do que viver longe de excessos e de forma organizada!

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Mas antes de tudo, porque muita gente tem se tornado adepto ao minimalismo? A resposta é quase única: para termos controle das nossas coisas, sendo capazes de decidir o que temos e o que trazemos para as nossas vidas.

E tudo isso interfere diretamente no nosso espaço. Aquele cômodo que antes parecia ser tão grande, com o passar do tempo foi nos sufocando. Agora imagina ampliar esse cômodo numa casa inteira?

O objetivo de um minimalista é criar um espaço limpo, organizado e calmo, pois os lugares que percorremos e ocupamos tem que ser sinônimo de relaxamento! E para isso precisamos ter uma atitude de nos tornas cidadãos melhores, pensando no nosso consumo e os impactos que isso causa local e globalmente.

Uma simples economia de espaço no guarda-roupa pode melhorar o mundo na forma como elas são produzidas! E para isso precisamos ter em mente a seguinte máxima

As coisas estão para nos servir, e não o contrário!

Então vamos aos 10 pontos sobre Minimalismo?

1. Veja suas coisas pelo que elas são

Tudo aquilo que compramos ou ganhamos basicamente se encaixa em três categorias: coisas úteis; coisas bonitas e coisas afetivas. A gente tem o costume de comprar coisas por achar que são úteis mas que quando o objeto entra na nossa rotina o que fazemos? Guardamos em caixas, gavetas e lugares que raramente vamos nos lembrar.

Mas antes dessas coisas se categorizarem, elas entram na nossa casa porque nós permitimos, então antes de comprarmos algo devemos fazer o exercício de pensar se aquilo nós queremos ou precisamos. E com isso pensar em todos os porquês (isso será mais detalhado num dos pontos do minimalismo).

Algo útil é algo utilizado (e com frequência, de preferência). Se você tem aqueles itens caracterizado como “por via das dúvidas” ou “posso precisar disso mais tarde” está na hora de você pensar no seu descarte.

O útil as vezes está ligado no quesito “eu gosto de olhar para isso”. Mas se você realmente gosta de olhar para isso, você reserva um lugar especial? ele tem um lugar de destaque na sua casa ou trabalho para que realmente seja contemplado? Esse objeto lhe traz alguma alegria e satisfação ou você tem que expor apenas para satisfazer o outro? Se aquilo que você guarda tem um lugar de destaque, deixe-o naquele lugar. Entretanto, se você tem algo pelo senso de obrigação ou para comprovar que você fez algo, é melhor rever alguns conceitos…

Ver as coisas como elas são é justamente lançar um olhar crítico para tudo que você e ver se elas tem alguma utilidade prática na sua vida, se traz tranquilidade. Caso contrário, mesmo que seja um objeto afetivo e não te traga facilidades, ele merece ter outro caminho!

Mas vale lembrar que você tem o poder sobre suas coisas, os itens dos outros é um ambiente que é preciso muito cuidado!

A regra geral é se você se deparar com algo inútil, feio ou inidentificável, desapegue!

2. Você não é aquilo que possui

Para este item cabe a máxima “Ame pessoas e use coisas, o contrário não funciona”. Mas também entramos em conflito com a carga de propagandas que somos expostas diariamente e o tempo todo!

O mercado insiste em nos reduzir e nos definir a partir da lógica das coisas que temos. Só seremos lindas se usarmos tal marca; poderosos se comprarmos tal carro e por aí vai.. Esse tsunami de “tem que ter” cria na gente o que chamamos de coisas de aspiração, ou seja, adquirimos algo para impressionar o outro e até um eu que não existe.

Tudo vira status. A metragem, a quantidade, a grife vira sinônimo de que estamos sendo observados o tempo todo. E esse é o grande desafio de ser minimalista! Tentar viver num mundo em que a mídia ataca constante que para ser devemos ter (e ter muito).

Mas o que devo fazer quando eu percebo que algo que tenho não se traduz naquilo que eu realmente sou? A chave disso é de sa pe gue. Crie espaço criativo, de libertação, de paz para você! Revenda, doe, faça a roda mercadológica girar de outra forma! Pense no impacto do seu descarte.

Somos também levados pelas coisas afetivas. Muitos de nós guardamos (no sentido literal mesmo) coisas tão antigas, nossos troféus de escola, itens de alguém muito querido… Mas se você tem essas coisas que estão guardadas em caixas, de qualquer jeito e que apenas estão acumulando para satisfazer a sua memória, é hora de dar outro caminho para isso. É necessário uma libertação do seu passado, até porque você não precisa ficar provando nada a ninguém!

Aqui, a regra geral é compreender que não somos aquilo que temos. Somos aquilo que fazemos, que pensamos e quem amamos. Precisamos nos livrar do acúmulo de lembranças que não nos agregam, para assim termos tempo, energia e espaço a fim de trazer quem realmente somos à tona e focar no nosso potencial.

3. Menos coisas = menos estresse

Já parou pra pensar que quando temos menos coisas a gente tem menos irritação? Pois não precisamos gastar tempo limpando coisas que raramente usamos, consertando coisas e tentando arrumar espaço para algo que apenas vai ficar escondido, não é mesmo?

E se formos mais a fundo, a consequência do turbilhão de propagandas é que nos estressamos pelas coisas que não temos! Acaba sendo criado um sentimento de privação, daí o que acontece? Ficamos mais estressados planejando comprar aquilo; depois que compramos vem a carga de responsabilidade que esse item traz (limpar, manter funcionando, levar para o conserto e etc); depois nos estressamos porque parece que o dia nunca rende (opa, todo mundo já disse pelo uma vez na vida que o dia precisa ter mais que 24 horas).

Por justamente estarmos atolados de equipamentos que nem sempre facilitam a nossa vida, a gente tem a sensação de nunca rendemos o suficiente. E o drama surge quando lembramos que éramos mais felizes sem esse tanto de treco…

E a regra geral para esse item é que podemos sim voltar a ser feliz sem o excesso! E essa autoanálise e quase constante é algo que faz parte da vida de quem quer seguir o minimalismo!

4. Menos coisas = mais liberdade

O título por si só é bem esclarecedor né! Mais liberdade significa mais tempo para fazer aquilo que gosta, significa mais espaço e uma reflexão importante que isso traz é

Suas coisas teriam o poder de prendê-lo a um algum lugar?

Coisas podem funcionar como âncoras. Elas nos ficam e nos impedem de explorar novos interesses.  O excesso e a bagunça geram mal humor, pois sempre nos sentimos mais sufocados em meio a lugares cheios. Nosso cansaço aumenta, ficamos preguiçosos e letárgicos num cômodo abarrotado, não é mesmo?

Agora imagine uma vida com menos coisa, ou seja, mais leve? Até a nossa expressão facial muda só de imaginar esse cenário! Ficamos mais alegres, mais leves e com energia!

Aqui vale lembrar que menos coisas é ter menos coisa mesmo! Não é ter tudo escondido em gavetas para passar a impressão de que temos menos coisa!

Ou seja, para nos libertarmos mentalmente precisamos de fato nos livrar de verdade das coisas! E a situação que mais se encaixa nessa figura é quando vamos viajar! Sempre que viajamos com malas pesadíssimas ficamos mais letárgicos, mais estressados e mais cansados! Porque tivemos um trabalhão em montar a mala, em despachar a mala, perdemos tempo esperando a mala na esteira, ficamos cansados em puxar a mala e ainda já ficamos pensando no trabalho que vai dar para colocar tudo de volta e finalmente voltar para a casa! Ufa! Até eu fiquei cansada só de escrever isso!

Agora quando olhamos um mochileiro ou uma pessoa com uma mala compacta, o semblante de tranquilidade dessas pessoas é invejável! A partir do momento que não ficamos mais acorrentados a isso, tudo flui!

Logo, ser minimalista é ser mais ágil e é ter a liberdade e a flexibilidade de se movimentar por aí, sem carregar peso sem necessidade!

Eu estou experimentando isso e realmente como tudo muda! Viajei e levei uma bagagem de mão e como meu tempo rendeu! Rendeu desde o momento que eu comecei a arrumar a mala! Não precisei despachar, não precisei esperar a esteira me entregar a mala, nada disso! Desci do avião e fui embora para o meu destino, deslizando pelo aeroporto na maior tranquilidade.

Com isso, a regra geral é quanto menos bagagem carregarmos (tanto física quanto mentalmente) mais podemos aproveitar!

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5. Desapegue-se de suas coisas

O desapego é a chave para quem quer ter uma vida minimalista e mais organizada, consequentemente. Não podemos deixar que objetos tenham o poder de nos prender.

Precisamos nos desapegar com consciência, deixando para a nossa vida apenas aquilo que tem utilidade para gente! É no desapego que ficamos mais leves, criamos mais espaços!

6. Seja um bom porteiro

Como eu disse lááá em cima no item 1, o que entra na nossa casa e nas nossas vidas só entra porque permitimos! E a nossa permissão precisa estar permeada pelos seguintes fatores “precisamos ou apenas queremos?”

O minimalismo segue justamente isso! Precisamos avaliar como cada coisa entrou na nossa vida e precisamos avaliar se merece a sua permanência ou não. Mas como pensar isso? Pergunte-se sempre a cada compra:

  • Isso merece um lugar na minha casa?
  • Que valor isso vai acrescentar?
  • Vai facilitar a minha vida?
  • Tem um lugar para isso?
  • Vai ter longa permanência?

Precisamos ter essa lógica antes de comprar pois a partir do momento que criamos um laço afetivo com algum objeto, o seu desapego já se torna um pouco mais complicado!

Com isso, a nossa regra geral para esse “mandamento” é que precisamos pensar na nossa casa como um espaço sagrado, não como um depósito!

7. Um abraço no espaço

É no espaço que a vida acontece!

Simples, é quando estamos aproveitando um momento é ali que a vida está acontecendo! Quando estamos “presos” no meio de tanto equipamento, aplicativos e móveis, na verdade estamos tentando sobreviver no meio do caos!

Espaço é o bem mais precioso, tanto que a falta dele nos perturba demais! E precisamos sempre pensar que ele é imutável, o que muda são as nossas prioridades. Com isso, cada coisa nova que trazemos para casa é um espaço que estamos perdendo. E damos mais valor quando justamente perdemos o nosso espaço.

Aqui não podemos pensar espaço como vazio. Espaço é uma área útil para você, onde as coisas podem fluir. Você não tem que ocupar todo o espaço que surgiu. Se você mora numa casa de 300m² você não tem que ter 300m² de objetos!

A nossa obrigação é sermos capazes de nos mover e nos expressar de maneira livre e isso só acontece quando temos espaço! Só conseguimos pensar, criar quando sentimos a nossa mente com espaço!

Aqui a regra geral é remover todas as coisas que não são mais importantes, evitando assim o acúmulo!

8. Aproveite sem possuir

Aqui temos um choque com o capitalismo selvagem! Ser minimalista é pregar isso: aproveitar sem possuir! E o danado do capitalismo diz que para aproveitar temos que possuir…

Ao buscar um estilo minimalista, precisamos parar com a ideia de que precisamos recriar o mundo exterior na nossa casa. Ou seja, se gostamos de café, não precisamos comprar aquelas máquinas quase profissionais para ter uma cafeteria em casa. É mais proveitoso viver a cidade do que se reclusar em casa. Assim você pode aproveitar algo que gosta muito quando tiver vontade sem precisar armazenar e cuidar de toda aquela tranqueira!

Porque como foi dito, tudo aquilo que adquirimos traz uma carga de responsabilidade e acho que não precisamos ter responsabilidades a toa… Se você não tem tempo de limpar ou de levar para o conserto, ou se tem a tendência de entocar algo quando vai perdendo a utilidade na sua rotina, é melhor aproveitar o que você tanto gosta sem precisar possuir!

Aqui a regra geral é precisamos reduzir a quantidade de coisas em casa que exigem cuidado e atenção desnecessários!

9. O prazer do suficiente

Mas afinal, o que é suficiente? Segundo o dicionário, suficiente é o adequado para a vontade ou a necessidade; o bastante para o propósito ou para satisfazer o desejo.

É aí que o perigo mora! É no desejo que somos levados a consumir inconscientemente, principalmente porque temos a mania de comparar a nossa vida com a do outro… “a grama do vizinho é sempre mais verde”

E para que a gente não caia no erro precisamos admitir que sempre vai ter alguém com mais coisa do que a gente! E com isso temos que nos autoanalisar, vendo se o que temos é o suficiente para a gente, sem comparações! Se cabe na nossa rotina, no nosso orçamento, no nosso estilo… Precisamos sempre observar se as nossas necessidades estão sendo supridas e se tiverem, pra que comprar mais?!

Isso tem sido uma batalha que eu travei comigo mesma… Eu tenho roupas suficientes, em ótimo estado de conservação, mas ainda sim parece que não é o suficiente… Então na hora da compra sempre fico em mente o querer ou o precisar de fato.

10. Viva com simplicidade

Ufa! Finalmente chegou o último ponto do minimalismo! Sem sombra de dúvidas esse post não é nada minimalista hahaha

Simplicidade não é viver na miséria, no sofrimento. É saber bastar-se, compreender o suficiente, pois cada extra que adquirimos é um espaço a menos e um impacto a mais que estamos causando, não só no meio ambiente como também nas relações trabalhistas (que já vimos como o mundo da moda pode ser cruel sobre isso).

Precisamos compreender de que não vivemos no vácuo. Que toda ação tem uma reação e que o nosso consumo reflete diretamente no nosso planeta. Nosso estilo de vida causa impacto nas pessoas, pois sem imaginar podemos estar financiando o trabalho escravo, por exemplo.

Mesmo que ainda seja caro, precisamos incentivar o consumo local, de produtores locais. Precisamos enriquecer aqueles que nos cercam, precisamos adquirir produtos com baixo impacto. Precisamos aprender a doar, a revender, a comprar de segunda mão. Os brechós de hoje em dia estão totalmente repaginados!

Aqui a regra geral é que comprar menos é o alicerce do estilo de vida do minimalista. Comprar consciente e nos limitar ao comprar o essencial, reduzindo assim o impacto do nosso consumo. Não precisamos comprar algo que só porque está na moda!

Vamos todos minimizar os rastros do nosso consumo pessoal!!

Espero que tenham gostado do post!!!

Beeeijo

Rah

 

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