O que aprendi vivendo com 33 peças de roupa

Desde que eu vi o documentário The Minimalists tive um forte momento de auto percepção que confesso que mudou bastante o meu modo de vida e como encaro gastos. Para quem não viu, fiz aqui um post sobre isso (clica vai!) e foi nesse documentário que conheci o Project 333 (fiz esse post aqui e aqui), que em linhas gerais consiste num desafio de viver com 33 peças de roupas (tem algumas exceções que não entram nas 33 peças) por 3 meses. 

E desde que vi o documentário e procurei saber mais profundamente sobre o Project 333 me senti desafiada a aplicar esse projeto! E para dar um certo grau de dificuldade, resolvi utilizar pra esse projeto roupas que eu não usava muito por N motivos. Escolhi um dia para começar e pronto! Foram 3 meses de MUITO aprendizado!

  1. Comecei a sacar realmente o que cai bem em mim e o que não.

Eu tinha umas peças de roupas que se enquadrava no “talvez”. Talvez um dia eu use, talvez um dia fica bem, talvez combine com algo, talvez eu tenha outra opinião sobre o caimento dela… E o resultado? Depois de 3 meses usando eu doei! Porque simplesmente não me sentia bem dentro dela.

2. Meu tempo de arrumação dura agora no máximo 5 minutos.

Antes eu demorava uma vida pra me arrumar, agora que tenho no meu armário apenas roupas que eu amo, ter que me vestir ficou bem mais prático!

3. Comecei a valorizar qualidade do que quantidade.

E mais, comecei a valorizar a sensação de me sentir bem usando algo. Pode parecer bem bobo, mas muitas vezes a gente compra algo só porque está na moda, sendo que isso não reflete nem um pouco do nosso estilo e isso acaba que deixa a gente se sentindo estranha na própria pele! Quando comecei com esse desafio eu comecei a me perceber mais feliz com umas roupas do que com outras. 

E mais, doei roupas que eram difíceis de usar, por exemplo, botões muito pequenos, caimento estranho, comprimento que me deixava incomodada…Fiz uma senhora de uma limpa no meu armário e hoje em dia só visualizo roupas que combinam entre si, roupas que me deixam satisfeita! 

4. Nosso armário tem infinitas possibilidades, que nem usando as 33 peças pude esgotá-las!

Eu queria ter tido uma melhor administração do meu tempo para mostrar inúmeras possibilidades com as mesmas peças de roupa, mas esses meus 3 meses de desafio foram também meses complicados pra mim, quase não tinha tempo de fotografar algo!

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5. Ninguém presta atenção se você está repetindo roupa ou não.

Mas todo mundo presta atenção se você está mais confiante com aquela roupa! Durante o período do desafio 333 algumas pessoas me perguntavam o que eu tinha feito, porque estava diferente. Acho que isso é “culpa” da redução do tempo em se vestir e de usar aquilo que a gente gosta. A gente fica realmente diferente, começa a focar em outras coisas. 

E se você é cercado por pessoas que notam se você está repetindo roupa ou não, tá na hora de trocar de amizades!

6. Para quem leva o desafio a sério, ele é transformador!

Não é bobagem! Mas eu mudei completamente a minha forma de ir ao shopping! Consigo entrar numa loja e não querer comprar nada pelo simples fato de me sentir satisfeita com o que tenho no armário. Porém, pra gente chegar a esse nível é preciso conhecer o que tem dentro do armário! E a gente só sabe disso quando entramos num processo de auto conhecimento, de organização!

Quando finalizei o desafio foi um mix de sensação. Foi maravilhoso poder vestir algumas roupas de novo, parecia que eu tinha acabado de comprar! E ao mesmo tempo, foi maravilhoso poder doar várias peças, porque eu já não me reconhecia usando-as. Não fazia mais sentido pra mim. E até hoje, quase 2 meses depois de ter finalizado o projeto não comprei quase nada. E eu achava que iria querer comprar todas as roupas do mundo! hahaha

Eu indico pra quem quiser se conhecer melhor fazer esse tipo de experiência! Vale muito a pena!!!

E aqui um resumão do que foi o Project 333 pra mim!

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Beeeijo

Rah

 

 

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Diário de uma Minimalista: 2º mês

Olááá! Voltei com o Diário de uma Minimalista! Essas últimas semanas tem sido uma loucura, então eu parei de postar porque eu não tinha tempo para fotografar os looks! Mas o desafio das 33 peças em 3 meses está firme e forte!

Como tenho falado, esse projeto tem sido transformador. Não só o tempo de me arrumar que caiu drasticamente, mas a minha percepção sobre o que funciona pra mim melhorou MUITO! Tem algumas peças que depois desse desafio eu vou desapegar, pois vi que não tem rolado pra mim direito… E já separei uma super sacola de coisas do meu armário, pois em breve vou colocar em prática o método KonMari de arrumação.

Mas antes disso, vou mostrar as fotos que foram tiradas!

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Só queria deixar claro que o frio foi embora e já estou com saudades da minha bota! hahahaah

Espero que gostem!! E falta apenas 1 mês para o desafio terminar! :O

Beeijo

Rah

Desapegos de verão e doações na Alemanha

Quando me mudei pra Alemanha precisei fazer um grande exercício de desapego. A companhia aérea permitia que eu trouxesse duas malas de 32 kg comigo, o que é bastante coisa, porém achei que iniciar minha nova vida por aqui com essa quantidade de itens seria algo, no mínimo, cansativo. Simplesmente não me imaginava entrando no país com tanta tralha, arrastando essas duas malas por aí até chegar em meu novo apartamento, que não teria espaço pra tantas coisas.

Por causa disso, reuni aquilo que eu julgava necessário, e trouxe tudo comigo. Deixei no Brasil sapatos, bolsas, perfumes, roupas, livros, e tudo que eu sabia que não usaria, ou usaria com pouca frequência.

Em alguns momentos até me perguntei se esses objetos não fariam falta, ou se não iria surgir uma ocasião na qual eu fosse precisar deles, porém eu aprendi que eu podia viver tranquilamente sem aquelas coisas, e mantive comigo só o que possuía algum tipo de utilidade.

Após um certo tempo aqui, fui adquirindo novas roupas, sapatos, bolsas e etc., e notei que eu estava acumulando mais do que eu necessitava. Assim, ontem eu fiz o exercício de analisar tudo que havia no meu armário e selecionei o que não tinha mais utilidade para mim.

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Dessa forma, surgiu o meu “desapego de verão”. E quais critérios definiram o que ficava, e o que saía? Bem, foram vários. Com o tempo mudam os nossos gostos, o nosso entendimento e visão sobre o nosso corpo, e os nossos requisitos sobre aquilo que tem alguma serventia pra nós.

Doei coisas que eu trouxe do Brasil na esperança de usá-las na primavera e no verão, e que ficaram entocadas por um ano (ou seja, zero utilidade), roupas que havia provado no ato da compra, mas que ao longo do tempo vi que não me caíam tão bem, e não me traziam felicidade com relação ao meu corpo e meu visual, tênis lindos, mas que destruíam (de verdade!) os meus pés após uma curta caminhada, e objetos que simplesmente eram incompatíveis com a pessoa que sou hoje.

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O ponto é que hoje me conheço cada vez melhor, sou muito mais segura de mim e daquilo que gosto e não gosto, e daquilo que é e não é útil para mim. O que não se encaixa nos critérios citados acima, sai (e sim, podemos viver sem essas coisas).

E o que isso tem a ver com a Alemanha?

Bem, a Alemanha é um país com um forte programa de reutilização de recursos, sejam eles quais forem. Vou abordar esse tema de forma mais profunda no futuro, mas o ponto é que eu posso não precisar dessas coisas, mas há quem as queira e a forma de repassar esses itens pra quem necessita é muito fácil.

Por exemplo, você pode deixá-los em pontos de doação da prefeitura que ficam espalhados pelas ruas de Berlim, depositando roupas nesse local, ou simplesmente colocar tudo numa sacola com um bilhetinho que diz “zur verschenken” (para dar/ doar).

Depois, é só posicionar essas sacolas na frente do seu prédio, na calçada, ou debaixo de uma árvore, que em pouco tempo elas serão levadas por quem se interessa pelo conteúdo delas (foi o que fiz).

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Três sacolas cheias prontas pra doação

De uma forma muito simples você se desfaz daquilo que não te serve (por você não gostar mais, por não vestir bem, por você ter começado a achar feio, ou apenas porque você acumulou desnecessariamente), e deixa o dia de quem precisa mais feliz.

Gostaram do post? Curtam, comentem, compartilhem! 😀 Tem algum tema que vocês querem que eu aborde aqui no blog? Se sim, digam nos comentários, ou entrem em contato comigo pelas minhas redes sociais! Querem ver meu dia-a-dia aqui na Alemanha mais de perto? É fácil, me sigam no Instagram: viviancreder.

Beijão pra vocês :*

Vivi.

Diário de uma minimalista: 5ª e 6ª semana

Olá! Cá estou novamente! Falhei um pouquinho por motivos de: viajei e não tive como fotografar nada e também por lá fiquei praticamente dentro de casa…

Uma coisa que tenho percebido e que tem me atrapalhado um pouco é a quantidade de vezes que tenho que lavar roupa. Não é que eu não goste, mas agora praticamente toda semana preciso lavar… E antes eu fazia a cada 15 ou 20 dias… Então se você quer ter um mini armário se prepare para se programar BEM ou então vai ficar sem roupa limpa!

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Essa camisa branca aí os botões são tão minusculos que eu estou pensando em colocar pra doar assim que o desafio acabar (apenas 2 meses!!!). Eu tinha ganho há pelo menos 2 anos e nunca tinha usado (realidade de muuuita gente com o armário abarrotado!!) e quando experimentei esse detalhe dos botões me fez perder bastante tempo! :/

Espero que tenham gostado!! E semana que vem tem mais foto!!

Beeijo

Rah

Diário de uma Minimalista: 3ª semana

Oláááá! Já estamos quase pra fazer 1 mês do querido Project 333 e trouxe a 3ª semana vivendo apenas com 33 peças! Para ver a primeira e a segunda semana, é só clicar aqui e aqui!

Essa semana é a mais pobrinha de looks, pois eu quase não saí de casa! Mas mesmo assim tem coisa pra mostrar! E a cada dia tá mais fácil me apropriar do minimalismo, realmente a praticidade faz maravilhas na vida de uma pessoa! Então chega de bla bla bla e os looks da 3ª semaninha!

 

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Como disse, foi uma semana BEM parada na minha vida, praticamente fiquei em casa estudando, então não tive a necessidade de colocar roupas de sair.

Espero que gostem!

Beijo

Rah

Minimalismo em 10 pontos

Olá pessoal!!! E hoje segue mais um post sobre Minimalismo! Pode parecer um tanto repetitivo, mas acho que quanto mais informação a gente gerar, mais gente pode conhecer e assim acabar derrubando alguns pré-conceitos sobre a vida de quem escolheu não ser excessivo!

Estou monotemática nisso, pois tenho achado tão pouco conteúdo nacional, que os que eu acho na gringa trato logo de escrever! Esse post por exemplo, ele é baseado no livro “Menos é Mais” de Francine Jay, uma americana minimalista. Os demais conteúdos serão baseados nesse livro e também na Marie Kondo (chegaram os livros dela!!), a guru da organização! pois nada melhor do que viver longe de excessos e de forma organizada!

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Mas antes de tudo, porque muita gente tem se tornado adepto ao minimalismo? A resposta é quase única: para termos controle das nossas coisas, sendo capazes de decidir o que temos e o que trazemos para as nossas vidas.

E tudo isso interfere diretamente no nosso espaço. Aquele cômodo que antes parecia ser tão grande, com o passar do tempo foi nos sufocando. Agora imagina ampliar esse cômodo numa casa inteira?

O objetivo de um minimalista é criar um espaço limpo, organizado e calmo, pois os lugares que percorremos e ocupamos tem que ser sinônimo de relaxamento! E para isso precisamos ter uma atitude de nos tornas cidadãos melhores, pensando no nosso consumo e os impactos que isso causa local e globalmente.

Uma simples economia de espaço no guarda-roupa pode melhorar o mundo na forma como elas são produzidas! E para isso precisamos ter em mente a seguinte máxima

As coisas estão para nos servir, e não o contrário!

Então vamos aos 10 pontos sobre Minimalismo?

1. Veja suas coisas pelo que elas são

Tudo aquilo que compramos ou ganhamos basicamente se encaixa em três categorias: coisas úteis; coisas bonitas e coisas afetivas. A gente tem o costume de comprar coisas por achar que são úteis mas que quando o objeto entra na nossa rotina o que fazemos? Guardamos em caixas, gavetas e lugares que raramente vamos nos lembrar.

Mas antes dessas coisas se categorizarem, elas entram na nossa casa porque nós permitimos, então antes de comprarmos algo devemos fazer o exercício de pensar se aquilo nós queremos ou precisamos. E com isso pensar em todos os porquês (isso será mais detalhado num dos pontos do minimalismo).

Algo útil é algo utilizado (e com frequência, de preferência). Se você tem aqueles itens caracterizado como “por via das dúvidas” ou “posso precisar disso mais tarde” está na hora de você pensar no seu descarte.

O útil as vezes está ligado no quesito “eu gosto de olhar para isso”. Mas se você realmente gosta de olhar para isso, você reserva um lugar especial? ele tem um lugar de destaque na sua casa ou trabalho para que realmente seja contemplado? Esse objeto lhe traz alguma alegria e satisfação ou você tem que expor apenas para satisfazer o outro? Se aquilo que você guarda tem um lugar de destaque, deixe-o naquele lugar. Entretanto, se você tem algo pelo senso de obrigação ou para comprovar que você fez algo, é melhor rever alguns conceitos…

Ver as coisas como elas são é justamente lançar um olhar crítico para tudo que você e ver se elas tem alguma utilidade prática na sua vida, se traz tranquilidade. Caso contrário, mesmo que seja um objeto afetivo e não te traga facilidades, ele merece ter outro caminho!

Mas vale lembrar que você tem o poder sobre suas coisas, os itens dos outros é um ambiente que é preciso muito cuidado!

A regra geral é se você se deparar com algo inútil, feio ou inidentificável, desapegue!

2. Você não é aquilo que possui

Para este item cabe a máxima “Ame pessoas e use coisas, o contrário não funciona”. Mas também entramos em conflito com a carga de propagandas que somos expostas diariamente e o tempo todo!

O mercado insiste em nos reduzir e nos definir a partir da lógica das coisas que temos. Só seremos lindas se usarmos tal marca; poderosos se comprarmos tal carro e por aí vai.. Esse tsunami de “tem que ter” cria na gente o que chamamos de coisas de aspiração, ou seja, adquirimos algo para impressionar o outro e até um eu que não existe.

Tudo vira status. A metragem, a quantidade, a grife vira sinônimo de que estamos sendo observados o tempo todo. E esse é o grande desafio de ser minimalista! Tentar viver num mundo em que a mídia ataca constante que para ser devemos ter (e ter muito).

Mas o que devo fazer quando eu percebo que algo que tenho não se traduz naquilo que eu realmente sou? A chave disso é de sa pe gue. Crie espaço criativo, de libertação, de paz para você! Revenda, doe, faça a roda mercadológica girar de outra forma! Pense no impacto do seu descarte.

Somos também levados pelas coisas afetivas. Muitos de nós guardamos (no sentido literal mesmo) coisas tão antigas, nossos troféus de escola, itens de alguém muito querido… Mas se você tem essas coisas que estão guardadas em caixas, de qualquer jeito e que apenas estão acumulando para satisfazer a sua memória, é hora de dar outro caminho para isso. É necessário uma libertação do seu passado, até porque você não precisa ficar provando nada a ninguém!

Aqui, a regra geral é compreender que não somos aquilo que temos. Somos aquilo que fazemos, que pensamos e quem amamos. Precisamos nos livrar do acúmulo de lembranças que não nos agregam, para assim termos tempo, energia e espaço a fim de trazer quem realmente somos à tona e focar no nosso potencial.

3. Menos coisas = menos estresse

Já parou pra pensar que quando temos menos coisas a gente tem menos irritação? Pois não precisamos gastar tempo limpando coisas que raramente usamos, consertando coisas e tentando arrumar espaço para algo que apenas vai ficar escondido, não é mesmo?

E se formos mais a fundo, a consequência do turbilhão de propagandas é que nos estressamos pelas coisas que não temos! Acaba sendo criado um sentimento de privação, daí o que acontece? Ficamos mais estressados planejando comprar aquilo; depois que compramos vem a carga de responsabilidade que esse item traz (limpar, manter funcionando, levar para o conserto e etc); depois nos estressamos porque parece que o dia nunca rende (opa, todo mundo já disse pelo uma vez na vida que o dia precisa ter mais que 24 horas).

Por justamente estarmos atolados de equipamentos que nem sempre facilitam a nossa vida, a gente tem a sensação de nunca rendemos o suficiente. E o drama surge quando lembramos que éramos mais felizes sem esse tanto de treco…

E a regra geral para esse item é que podemos sim voltar a ser feliz sem o excesso! E essa autoanálise e quase constante é algo que faz parte da vida de quem quer seguir o minimalismo!

4. Menos coisas = mais liberdade

O título por si só é bem esclarecedor né! Mais liberdade significa mais tempo para fazer aquilo que gosta, significa mais espaço e uma reflexão importante que isso traz é

Suas coisas teriam o poder de prendê-lo a um algum lugar?

Coisas podem funcionar como âncoras. Elas nos ficam e nos impedem de explorar novos interesses.  O excesso e a bagunça geram mal humor, pois sempre nos sentimos mais sufocados em meio a lugares cheios. Nosso cansaço aumenta, ficamos preguiçosos e letárgicos num cômodo abarrotado, não é mesmo?

Agora imagine uma vida com menos coisa, ou seja, mais leve? Até a nossa expressão facial muda só de imaginar esse cenário! Ficamos mais alegres, mais leves e com energia!

Aqui vale lembrar que menos coisas é ter menos coisa mesmo! Não é ter tudo escondido em gavetas para passar a impressão de que temos menos coisa!

Ou seja, para nos libertarmos mentalmente precisamos de fato nos livrar de verdade das coisas! E a situação que mais se encaixa nessa figura é quando vamos viajar! Sempre que viajamos com malas pesadíssimas ficamos mais letárgicos, mais estressados e mais cansados! Porque tivemos um trabalhão em montar a mala, em despachar a mala, perdemos tempo esperando a mala na esteira, ficamos cansados em puxar a mala e ainda já ficamos pensando no trabalho que vai dar para colocar tudo de volta e finalmente voltar para a casa! Ufa! Até eu fiquei cansada só de escrever isso!

Agora quando olhamos um mochileiro ou uma pessoa com uma mala compacta, o semblante de tranquilidade dessas pessoas é invejável! A partir do momento que não ficamos mais acorrentados a isso, tudo flui!

Logo, ser minimalista é ser mais ágil e é ter a liberdade e a flexibilidade de se movimentar por aí, sem carregar peso sem necessidade!

Eu estou experimentando isso e realmente como tudo muda! Viajei e levei uma bagagem de mão e como meu tempo rendeu! Rendeu desde o momento que eu comecei a arrumar a mala! Não precisei despachar, não precisei esperar a esteira me entregar a mala, nada disso! Desci do avião e fui embora para o meu destino, deslizando pelo aeroporto na maior tranquilidade.

Com isso, a regra geral é quanto menos bagagem carregarmos (tanto física quanto mentalmente) mais podemos aproveitar!

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5. Desapegue-se de suas coisas

O desapego é a chave para quem quer ter uma vida minimalista e mais organizada, consequentemente. Não podemos deixar que objetos tenham o poder de nos prender.

Precisamos nos desapegar com consciência, deixando para a nossa vida apenas aquilo que tem utilidade para gente! É no desapego que ficamos mais leves, criamos mais espaços!

6. Seja um bom porteiro

Como eu disse lááá em cima no item 1, o que entra na nossa casa e nas nossas vidas só entra porque permitimos! E a nossa permissão precisa estar permeada pelos seguintes fatores “precisamos ou apenas queremos?”

O minimalismo segue justamente isso! Precisamos avaliar como cada coisa entrou na nossa vida e precisamos avaliar se merece a sua permanência ou não. Mas como pensar isso? Pergunte-se sempre a cada compra:

  • Isso merece um lugar na minha casa?
  • Que valor isso vai acrescentar?
  • Vai facilitar a minha vida?
  • Tem um lugar para isso?
  • Vai ter longa permanência?

Precisamos ter essa lógica antes de comprar pois a partir do momento que criamos um laço afetivo com algum objeto, o seu desapego já se torna um pouco mais complicado!

Com isso, a nossa regra geral para esse “mandamento” é que precisamos pensar na nossa casa como um espaço sagrado, não como um depósito!

7. Um abraço no espaço

É no espaço que a vida acontece!

Simples, é quando estamos aproveitando um momento é ali que a vida está acontecendo! Quando estamos “presos” no meio de tanto equipamento, aplicativos e móveis, na verdade estamos tentando sobreviver no meio do caos!

Espaço é o bem mais precioso, tanto que a falta dele nos perturba demais! E precisamos sempre pensar que ele é imutável, o que muda são as nossas prioridades. Com isso, cada coisa nova que trazemos para casa é um espaço que estamos perdendo. E damos mais valor quando justamente perdemos o nosso espaço.

Aqui não podemos pensar espaço como vazio. Espaço é uma área útil para você, onde as coisas podem fluir. Você não tem que ocupar todo o espaço que surgiu. Se você mora numa casa de 300m² você não tem que ter 300m² de objetos!

A nossa obrigação é sermos capazes de nos mover e nos expressar de maneira livre e isso só acontece quando temos espaço! Só conseguimos pensar, criar quando sentimos a nossa mente com espaço!

Aqui a regra geral é remover todas as coisas que não são mais importantes, evitando assim o acúmulo!

8. Aproveite sem possuir

Aqui temos um choque com o capitalismo selvagem! Ser minimalista é pregar isso: aproveitar sem possuir! E o danado do capitalismo diz que para aproveitar temos que possuir…

Ao buscar um estilo minimalista, precisamos parar com a ideia de que precisamos recriar o mundo exterior na nossa casa. Ou seja, se gostamos de café, não precisamos comprar aquelas máquinas quase profissionais para ter uma cafeteria em casa. É mais proveitoso viver a cidade do que se reclusar em casa. Assim você pode aproveitar algo que gosta muito quando tiver vontade sem precisar armazenar e cuidar de toda aquela tranqueira!

Porque como foi dito, tudo aquilo que adquirimos traz uma carga de responsabilidade e acho que não precisamos ter responsabilidades a toa… Se você não tem tempo de limpar ou de levar para o conserto, ou se tem a tendência de entocar algo quando vai perdendo a utilidade na sua rotina, é melhor aproveitar o que você tanto gosta sem precisar possuir!

Aqui a regra geral é precisamos reduzir a quantidade de coisas em casa que exigem cuidado e atenção desnecessários!

9. O prazer do suficiente

Mas afinal, o que é suficiente? Segundo o dicionário, suficiente é o adequado para a vontade ou a necessidade; o bastante para o propósito ou para satisfazer o desejo.

É aí que o perigo mora! É no desejo que somos levados a consumir inconscientemente, principalmente porque temos a mania de comparar a nossa vida com a do outro… “a grama do vizinho é sempre mais verde”

E para que a gente não caia no erro precisamos admitir que sempre vai ter alguém com mais coisa do que a gente! E com isso temos que nos autoanalisar, vendo se o que temos é o suficiente para a gente, sem comparações! Se cabe na nossa rotina, no nosso orçamento, no nosso estilo… Precisamos sempre observar se as nossas necessidades estão sendo supridas e se tiverem, pra que comprar mais?!

Isso tem sido uma batalha que eu travei comigo mesma… Eu tenho roupas suficientes, em ótimo estado de conservação, mas ainda sim parece que não é o suficiente… Então na hora da compra sempre fico em mente o querer ou o precisar de fato.

10. Viva com simplicidade

Ufa! Finalmente chegou o último ponto do minimalismo! Sem sombra de dúvidas esse post não é nada minimalista hahaha

Simplicidade não é viver na miséria, no sofrimento. É saber bastar-se, compreender o suficiente, pois cada extra que adquirimos é um espaço a menos e um impacto a mais que estamos causando, não só no meio ambiente como também nas relações trabalhistas (que já vimos como o mundo da moda pode ser cruel sobre isso).

Precisamos compreender de que não vivemos no vácuo. Que toda ação tem uma reação e que o nosso consumo reflete diretamente no nosso planeta. Nosso estilo de vida causa impacto nas pessoas, pois sem imaginar podemos estar financiando o trabalho escravo, por exemplo.

Mesmo que ainda seja caro, precisamos incentivar o consumo local, de produtores locais. Precisamos enriquecer aqueles que nos cercam, precisamos adquirir produtos com baixo impacto. Precisamos aprender a doar, a revender, a comprar de segunda mão. Os brechós de hoje em dia estão totalmente repaginados!

Aqui a regra geral é que comprar menos é o alicerce do estilo de vida do minimalista. Comprar consciente e nos limitar ao comprar o essencial, reduzindo assim o impacto do nosso consumo. Não precisamos comprar algo que só porque está na moda!

Vamos todos minimizar os rastros do nosso consumo pessoal!!

Espero que tenham gostado do post!!!

Beeeijo

Rah

 

Minimalistas para seguir!

Eike monotemática!!!! hahahaha Mas é sério, esse tem sido um assunto MUITO interessante e tenho tanta coisa para falar que acho que vale a pena ser quase monotemático!

Depois de muito procurar, percebi que isso tem sido um estilo de vida ainda pouco explorado no Brasil, talvez seja porque os brasileiros amam uma comprinha né! Ainda mais com a chance de parcelar em 3 encarnações! Não sei, as vezes acho que tanta facilidade na compra a gente acaba não pensando direito sobre o reuso, novas formas de se vestir e etc.

Então, hoje resolvi listar 4 minimalistas para seguir já com foco nas brasileiras para facilitar a nossa vida! Sobre a Courtney você pode ler aqui

  1. Marie Kondo

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Essa japonesa é considerada a musa, a guru de quem quer ter uma vida menos entulhada, com mais foco e mais felicidade! Já escreveu alguns livros sobre a mágica da organização e tem como lema “Fique apenas com coisas que te trazem alegria”. Parece coisa boba né? Mas as vezes a gente tem um apego com certas coisas que não necessariamente nos traz alegria! Ela é criadora do método KonMari que mostra como uma vida organizada de forma simples pode te trazer menos distrações na vida!

O instagram dela é esse aqui

E a fanpage dela é essa aqui

2. Marieli Mallmann

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Essa menina é maravilhosa! Claro que ela tem um estilo super hipster mas mesmo assim trata o assunto minimalismo de uma forma super esclarecedora! Dona do blog Compra-se um fusca, ela tem um canal no youtube com vários vídeos super bons!

Apesar de novinha, ela tem uma consciência muito boa, tanto que aborda sobre veganismo e tem um estilo maravilhoso! Ela é uma das poucas brasileiras que vejo falando sobre minimalismo por aqui e acho interessante trazer essas referências que vivem no mesmo país que a gente, assim torna tudo mais paupável!

O canal dela é esse aqui

A fanpage dela é essa aqui

3. Luiza Ferro

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É uma brasileira que mora no Canadá e tem um canal no youtube que aborda bastante o tema Minimalismo. O blog dela não é tão atualizado quanto o seu canal, mas tem vários posts contando a trajetória dela no minimalismo!

Ela fala sobre consumo consciente, a busca pelo seu estilo pessoal, a história que a sua conta e várias coisas sobre organização!

O canal dela é esse aqui

E o blog dela é esse aqui

4. Camile Carvalho

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Carioca e professora de yoga, ela trata o minimalismo em várias faces! Fala sobre o slow living, mundo zen e minimalismo como estilo de vida! Dona do Vida Minimalista, é outra blogger que trata o assunto com uma super leveza! Ideal também para quem começar a investir nisso mas não sabe por onde começar!

O blog dela é esse aqui

 

Espero que vocês curtam essas referências e é sempre bom lembrar que minimalismo não é ter uma parede branca com itens cinzas, ou uma sala vazia, ou apenas ter 40 peças no armário! Minimalismo é pensar na utilidade daquilo que você tem, trazendo assim agilidade no seu dia a dia!

Beeijo

Rah