Minimalismo em 10 pontos

Olá pessoal!!! E hoje segue mais um post sobre Minimalismo! Pode parecer um tanto repetitivo, mas acho que quanto mais informação a gente gerar, mais gente pode conhecer e assim acabar derrubando alguns pré-conceitos sobre a vida de quem escolheu não ser excessivo!

Estou monotemática nisso, pois tenho achado tão pouco conteúdo nacional, que os que eu acho na gringa trato logo de escrever! Esse post por exemplo, ele é baseado no livro “Menos é Mais” de Francine Jay, uma americana minimalista. Os demais conteúdos serão baseados nesse livro e também na Marie Kondo (chegaram os livros dela!!), a guru da organização! pois nada melhor do que viver longe de excessos e de forma organizada!

cc1335c657ec87d45e7c0062064111c8-blog-life

Mas antes de tudo, porque muita gente tem se tornado adepto ao minimalismo? A resposta é quase única: para termos controle das nossas coisas, sendo capazes de decidir o que temos e o que trazemos para as nossas vidas.

E tudo isso interfere diretamente no nosso espaço. Aquele cômodo que antes parecia ser tão grande, com o passar do tempo foi nos sufocando. Agora imagina ampliar esse cômodo numa casa inteira?

O objetivo de um minimalista é criar um espaço limpo, organizado e calmo, pois os lugares que percorremos e ocupamos tem que ser sinônimo de relaxamento! E para isso precisamos ter uma atitude de nos tornas cidadãos melhores, pensando no nosso consumo e os impactos que isso causa local e globalmente.

Uma simples economia de espaço no guarda-roupa pode melhorar o mundo na forma como elas são produzidas! E para isso precisamos ter em mente a seguinte máxima

As coisas estão para nos servir, e não o contrário!

Então vamos aos 10 pontos sobre Minimalismo?

1. Veja suas coisas pelo que elas são

Tudo aquilo que compramos ou ganhamos basicamente se encaixa em três categorias: coisas úteis; coisas bonitas e coisas afetivas. A gente tem o costume de comprar coisas por achar que são úteis mas que quando o objeto entra na nossa rotina o que fazemos? Guardamos em caixas, gavetas e lugares que raramente vamos nos lembrar.

Mas antes dessas coisas se categorizarem, elas entram na nossa casa porque nós permitimos, então antes de comprarmos algo devemos fazer o exercício de pensar se aquilo nós queremos ou precisamos. E com isso pensar em todos os porquês (isso será mais detalhado num dos pontos do minimalismo).

Algo útil é algo utilizado (e com frequência, de preferência). Se você tem aqueles itens caracterizado como “por via das dúvidas” ou “posso precisar disso mais tarde” está na hora de você pensar no seu descarte.

O útil as vezes está ligado no quesito “eu gosto de olhar para isso”. Mas se você realmente gosta de olhar para isso, você reserva um lugar especial? ele tem um lugar de destaque na sua casa ou trabalho para que realmente seja contemplado? Esse objeto lhe traz alguma alegria e satisfação ou você tem que expor apenas para satisfazer o outro? Se aquilo que você guarda tem um lugar de destaque, deixe-o naquele lugar. Entretanto, se você tem algo pelo senso de obrigação ou para comprovar que você fez algo, é melhor rever alguns conceitos…

Ver as coisas como elas são é justamente lançar um olhar crítico para tudo que você e ver se elas tem alguma utilidade prática na sua vida, se traz tranquilidade. Caso contrário, mesmo que seja um objeto afetivo e não te traga facilidades, ele merece ter outro caminho!

Mas vale lembrar que você tem o poder sobre suas coisas, os itens dos outros é um ambiente que é preciso muito cuidado!

A regra geral é se você se deparar com algo inútil, feio ou inidentificável, desapegue!

2. Você não é aquilo que possui

Para este item cabe a máxima “Ame pessoas e use coisas, o contrário não funciona”. Mas também entramos em conflito com a carga de propagandas que somos expostas diariamente e o tempo todo!

O mercado insiste em nos reduzir e nos definir a partir da lógica das coisas que temos. Só seremos lindas se usarmos tal marca; poderosos se comprarmos tal carro e por aí vai.. Esse tsunami de “tem que ter” cria na gente o que chamamos de coisas de aspiração, ou seja, adquirimos algo para impressionar o outro e até um eu que não existe.

Tudo vira status. A metragem, a quantidade, a grife vira sinônimo de que estamos sendo observados o tempo todo. E esse é o grande desafio de ser minimalista! Tentar viver num mundo em que a mídia ataca constante que para ser devemos ter (e ter muito).

Mas o que devo fazer quando eu percebo que algo que tenho não se traduz naquilo que eu realmente sou? A chave disso é de sa pe gue. Crie espaço criativo, de libertação, de paz para você! Revenda, doe, faça a roda mercadológica girar de outra forma! Pense no impacto do seu descarte.

Somos também levados pelas coisas afetivas. Muitos de nós guardamos (no sentido literal mesmo) coisas tão antigas, nossos troféus de escola, itens de alguém muito querido… Mas se você tem essas coisas que estão guardadas em caixas, de qualquer jeito e que apenas estão acumulando para satisfazer a sua memória, é hora de dar outro caminho para isso. É necessário uma libertação do seu passado, até porque você não precisa ficar provando nada a ninguém!

Aqui, a regra geral é compreender que não somos aquilo que temos. Somos aquilo que fazemos, que pensamos e quem amamos. Precisamos nos livrar do acúmulo de lembranças que não nos agregam, para assim termos tempo, energia e espaço a fim de trazer quem realmente somos à tona e focar no nosso potencial.

3. Menos coisas = menos estresse

Já parou pra pensar que quando temos menos coisas a gente tem menos irritação? Pois não precisamos gastar tempo limpando coisas que raramente usamos, consertando coisas e tentando arrumar espaço para algo que apenas vai ficar escondido, não é mesmo?

E se formos mais a fundo, a consequência do turbilhão de propagandas é que nos estressamos pelas coisas que não temos! Acaba sendo criado um sentimento de privação, daí o que acontece? Ficamos mais estressados planejando comprar aquilo; depois que compramos vem a carga de responsabilidade que esse item traz (limpar, manter funcionando, levar para o conserto e etc); depois nos estressamos porque parece que o dia nunca rende (opa, todo mundo já disse pelo uma vez na vida que o dia precisa ter mais que 24 horas).

Por justamente estarmos atolados de equipamentos que nem sempre facilitam a nossa vida, a gente tem a sensação de nunca rendemos o suficiente. E o drama surge quando lembramos que éramos mais felizes sem esse tanto de treco…

E a regra geral para esse item é que podemos sim voltar a ser feliz sem o excesso! E essa autoanálise e quase constante é algo que faz parte da vida de quem quer seguir o minimalismo!

4. Menos coisas = mais liberdade

O título por si só é bem esclarecedor né! Mais liberdade significa mais tempo para fazer aquilo que gosta, significa mais espaço e uma reflexão importante que isso traz é

Suas coisas teriam o poder de prendê-lo a um algum lugar?

Coisas podem funcionar como âncoras. Elas nos ficam e nos impedem de explorar novos interesses.  O excesso e a bagunça geram mal humor, pois sempre nos sentimos mais sufocados em meio a lugares cheios. Nosso cansaço aumenta, ficamos preguiçosos e letárgicos num cômodo abarrotado, não é mesmo?

Agora imagine uma vida com menos coisa, ou seja, mais leve? Até a nossa expressão facial muda só de imaginar esse cenário! Ficamos mais alegres, mais leves e com energia!

Aqui vale lembrar que menos coisas é ter menos coisa mesmo! Não é ter tudo escondido em gavetas para passar a impressão de que temos menos coisa!

Ou seja, para nos libertarmos mentalmente precisamos de fato nos livrar de verdade das coisas! E a situação que mais se encaixa nessa figura é quando vamos viajar! Sempre que viajamos com malas pesadíssimas ficamos mais letárgicos, mais estressados e mais cansados! Porque tivemos um trabalhão em montar a mala, em despachar a mala, perdemos tempo esperando a mala na esteira, ficamos cansados em puxar a mala e ainda já ficamos pensando no trabalho que vai dar para colocar tudo de volta e finalmente voltar para a casa! Ufa! Até eu fiquei cansada só de escrever isso!

Agora quando olhamos um mochileiro ou uma pessoa com uma mala compacta, o semblante de tranquilidade dessas pessoas é invejável! A partir do momento que não ficamos mais acorrentados a isso, tudo flui!

Logo, ser minimalista é ser mais ágil e é ter a liberdade e a flexibilidade de se movimentar por aí, sem carregar peso sem necessidade!

Eu estou experimentando isso e realmente como tudo muda! Viajei e levei uma bagagem de mão e como meu tempo rendeu! Rendeu desde o momento que eu comecei a arrumar a mala! Não precisei despachar, não precisei esperar a esteira me entregar a mala, nada disso! Desci do avião e fui embora para o meu destino, deslizando pelo aeroporto na maior tranquilidade.

Com isso, a regra geral é quanto menos bagagem carregarmos (tanto física quanto mentalmente) mais podemos aproveitar!

5e658-tag-minimalismo

5. Desapegue-se de suas coisas

O desapego é a chave para quem quer ter uma vida minimalista e mais organizada, consequentemente. Não podemos deixar que objetos tenham o poder de nos prender.

Precisamos nos desapegar com consciência, deixando para a nossa vida apenas aquilo que tem utilidade para gente! É no desapego que ficamos mais leves, criamos mais espaços!

6. Seja um bom porteiro

Como eu disse lááá em cima no item 1, o que entra na nossa casa e nas nossas vidas só entra porque permitimos! E a nossa permissão precisa estar permeada pelos seguintes fatores “precisamos ou apenas queremos?”

O minimalismo segue justamente isso! Precisamos avaliar como cada coisa entrou na nossa vida e precisamos avaliar se merece a sua permanência ou não. Mas como pensar isso? Pergunte-se sempre a cada compra:

  • Isso merece um lugar na minha casa?
  • Que valor isso vai acrescentar?
  • Vai facilitar a minha vida?
  • Tem um lugar para isso?
  • Vai ter longa permanência?

Precisamos ter essa lógica antes de comprar pois a partir do momento que criamos um laço afetivo com algum objeto, o seu desapego já se torna um pouco mais complicado!

Com isso, a nossa regra geral para esse “mandamento” é que precisamos pensar na nossa casa como um espaço sagrado, não como um depósito!

7. Um abraço no espaço

É no espaço que a vida acontece!

Simples, é quando estamos aproveitando um momento é ali que a vida está acontecendo! Quando estamos “presos” no meio de tanto equipamento, aplicativos e móveis, na verdade estamos tentando sobreviver no meio do caos!

Espaço é o bem mais precioso, tanto que a falta dele nos perturba demais! E precisamos sempre pensar que ele é imutável, o que muda são as nossas prioridades. Com isso, cada coisa nova que trazemos para casa é um espaço que estamos perdendo. E damos mais valor quando justamente perdemos o nosso espaço.

Aqui não podemos pensar espaço como vazio. Espaço é uma área útil para você, onde as coisas podem fluir. Você não tem que ocupar todo o espaço que surgiu. Se você mora numa casa de 300m² você não tem que ter 300m² de objetos!

A nossa obrigação é sermos capazes de nos mover e nos expressar de maneira livre e isso só acontece quando temos espaço! Só conseguimos pensar, criar quando sentimos a nossa mente com espaço!

Aqui a regra geral é remover todas as coisas que não são mais importantes, evitando assim o acúmulo!

8. Aproveite sem possuir

Aqui temos um choque com o capitalismo selvagem! Ser minimalista é pregar isso: aproveitar sem possuir! E o danado do capitalismo diz que para aproveitar temos que possuir…

Ao buscar um estilo minimalista, precisamos parar com a ideia de que precisamos recriar o mundo exterior na nossa casa. Ou seja, se gostamos de café, não precisamos comprar aquelas máquinas quase profissionais para ter uma cafeteria em casa. É mais proveitoso viver a cidade do que se reclusar em casa. Assim você pode aproveitar algo que gosta muito quando tiver vontade sem precisar armazenar e cuidar de toda aquela tranqueira!

Porque como foi dito, tudo aquilo que adquirimos traz uma carga de responsabilidade e acho que não precisamos ter responsabilidades a toa… Se você não tem tempo de limpar ou de levar para o conserto, ou se tem a tendência de entocar algo quando vai perdendo a utilidade na sua rotina, é melhor aproveitar o que você tanto gosta sem precisar possuir!

Aqui a regra geral é precisamos reduzir a quantidade de coisas em casa que exigem cuidado e atenção desnecessários!

9. O prazer do suficiente

Mas afinal, o que é suficiente? Segundo o dicionário, suficiente é o adequado para a vontade ou a necessidade; o bastante para o propósito ou para satisfazer o desejo.

É aí que o perigo mora! É no desejo que somos levados a consumir inconscientemente, principalmente porque temos a mania de comparar a nossa vida com a do outro… “a grama do vizinho é sempre mais verde”

E para que a gente não caia no erro precisamos admitir que sempre vai ter alguém com mais coisa do que a gente! E com isso temos que nos autoanalisar, vendo se o que temos é o suficiente para a gente, sem comparações! Se cabe na nossa rotina, no nosso orçamento, no nosso estilo… Precisamos sempre observar se as nossas necessidades estão sendo supridas e se tiverem, pra que comprar mais?!

Isso tem sido uma batalha que eu travei comigo mesma… Eu tenho roupas suficientes, em ótimo estado de conservação, mas ainda sim parece que não é o suficiente… Então na hora da compra sempre fico em mente o querer ou o precisar de fato.

10. Viva com simplicidade

Ufa! Finalmente chegou o último ponto do minimalismo! Sem sombra de dúvidas esse post não é nada minimalista hahaha

Simplicidade não é viver na miséria, no sofrimento. É saber bastar-se, compreender o suficiente, pois cada extra que adquirimos é um espaço a menos e um impacto a mais que estamos causando, não só no meio ambiente como também nas relações trabalhistas (que já vimos como o mundo da moda pode ser cruel sobre isso).

Precisamos compreender de que não vivemos no vácuo. Que toda ação tem uma reação e que o nosso consumo reflete diretamente no nosso planeta. Nosso estilo de vida causa impacto nas pessoas, pois sem imaginar podemos estar financiando o trabalho escravo, por exemplo.

Mesmo que ainda seja caro, precisamos incentivar o consumo local, de produtores locais. Precisamos enriquecer aqueles que nos cercam, precisamos adquirir produtos com baixo impacto. Precisamos aprender a doar, a revender, a comprar de segunda mão. Os brechós de hoje em dia estão totalmente repaginados!

Aqui a regra geral é que comprar menos é o alicerce do estilo de vida do minimalista. Comprar consciente e nos limitar ao comprar o essencial, reduzindo assim o impacto do nosso consumo. Não precisamos comprar algo que só porque está na moda!

Vamos todos minimizar os rastros do nosso consumo pessoal!!

Espero que tenham gostado do post!!!

Beeeijo

Rah

 

1ª semana sendo Minimalista

Olááá! Eis que finalmente eu consigo sentar para poder escrever como foi minha primeira semana sendo minimalista!

Para quem ainda não tá acompanhando, já faz um certo tempo que tenho caminhado no sentido de ser mais consciente sobre tudo: finanças, amizades e claro que isso iria refletir no que eu visto e no que eu como. Então desde que assisti o documentário Minimalism (clica aqui para ler a resenha dele) e vi sobre o Project 333 (só clicar aqui) que eu decidi também fazer esse desafio e foi postado nessa matéria aqui!

Eis que terminou a primeira semana e vou postar os looks que consegui montar! Vamos ver?

OYWE5274

Decidi fazer uma montagem assim pois acho que fica bem melhor de visualizar a semana! E o tripé da câmera tá pra chegar, então vai ter um up na visualização delas!

Como podem perceber, foi a semana da blusa vermelha HAHAHAAH mas calma, ela foi lavada! E ao mesmo tempo foi um tipo de estalo de que tive em que “meu deus, eu realmente consigo usar a mesma peça mas com propostas totalmente diferentes!”

E pode perceber que usei o mesmo short e a mesma blusa, bastou colocar uma meia calça que o look ficou totalmente diferente!

Mas como foi a primeira semana?

Primeiramente ela foi à prova de TPM e aí a gente fica meio de saco cheio de tudo. Mas um ponto extremamente positivo é como o processo de me arrumar despencou! Sério, quando eu to enrolando pra me vestir demoro no máximo 3 minutos! haahhaah

Depois surgiu uma viagem rápida e arrumar mala demorou menos de 5 minutos e coube tudo numa bagagem pequena, do tipo nem precisar se preocupar em pagar pra despachar!

No meio da semana fui colocar uma roupa que eu lutava para vestir, porque sempre me achava estranha nela, sei lá, o caimento era estranho. Não consegui nem passar um dia inteiro vestida nela, porque depois que você experimenta o prazer em se sentir bem com aquilo que está vestindo, qualquer coisa que incomode você não pensa duas vezes em passar pra frente. Escolhi uma peça que me deixa feliz e pronto! Foi só amor! ❤

Então como “lição” desse desafio é justamente você se sentir bem, experimentar novas combinações, é uma auto-análise bem consciente e isso vai refletindo nas outras etapas da vida, mas é claro que é uma evolução devagar mas acima de tudo muito gostosa de viver!

Final de semana tem fotos da 2ª semana! E espero vocês!

Beijo

Rah

 

Como viver com 33 peças?

Olá Belezinhas!!! Já aviso logo que esse post e os próximos semanais serão um tanto dramáticos/desafiadores e que sinceramente nem eu mesma sei dos resultados.

Para quem acompanhou os últimos posts, desde que eu assisti o documentário da Netflix chamando “Minimalism” eu fiquei muito impactada e também muito interessada no assunto. Eu sempre quis ser uma pessoa mais compacta e ultimamente tenho sentido uma vontade enorme de carregar aquilo que apenas é necessário.

Quando me mudei para BH trouxe comigo ~pasmem, quase 80 quilos de roupas! Eu trouxe um adulto em roupas!!!! E sempre estava dizendo “Eu não caibo em tal canto; Eu não caibo mais em um armário pequeno.” Mas como assim? Em Manaus eu dividia armário com minha irmã, usava apenas 2 portas e 3 pequenas gavetas e mesmo assim eu cabia! Porque que agora não mais?

Atualmente meu armário é daqueles embutidos, com 5 portas largas que ocupa literalmente uma parede do meu quarto. Então imaginem, cabe o mundo lá dentro! E foi então que eu ocupei ele por inteiro, organizando do jeito que eu queria! Cada peça de roupa com seu cabide (as mais leves com cabides de veludo, oh a chiqueza!), cada gaveta milimetricamente pensada e arrumada, todos os sapatos a vista, enfim, o paraíso de quem ama organização. Porém uma coisa eu constatei, mesmo assim eu sempre uso praticamente as mesmas roupas!

Foi aí que o Minimalismo martelou na minha cabeça! No documentário uma americana chamada Courtney Carver criou o Project 333, a.k.a Projeto 333 em que incentiva você a ter um armário cápsula! Nesse projeto, ela mostra as possibilidades de usar 33 peças incluindo acessórios e sapatos (no post aqui eu conto direitinho as regras) por um período de 3 meses.

Daí que conversando com minha amiga and quase sócia do blog Vivi (nossa colunista do Wanderlust) falei sobre o documentário e a vontade de topar esse desafio! Eis que ela, maluca que nem eu, também topou em também fazer lá na Alemanha!

Foi então que eu passei o sábado inteiro (15.07) olhando peça por peça do meu armário para poder fazer escolhas inteligentes. Essa é a parte mais cansativa, porque olhar tudo, pensar e começar a escolher pode ser um tanto desesperador para quem chega a conclusão de que seu armário não tem peças que combinem entre si!

Como tenho pensado no assunto desde o ano passado, eu tive a feliz conclusão que tenho peças que combinam entre si, a maioria delas refletem uma imagem que eu gosto de passar. Então tive mesmo só o trabalho de escolher 33 itens que eu quisesse vestir por 3 meses. E mais, peças que fossem a prova de mudança de humor, de estação e que eu to rezando para não enjoar delas.

Também coloquei uma regrinha em escolher mais itens que eu praticamente não tenho usado e tenho me forçado a não ser tão sem gracinha e evitar repetir looks por inteiro. Ou seja, quero também exercitar minha criatividade.

Então, vamos as escolhas?

Camisas e Camisetas

Como vou pegar uma transição de inverno para o verão, escolhi roupas que posso usar nessas duas estações. Dei preferência para a maioria lisa e as estampadas foram as de listra porque na minha vida passada eu devo ter sido uma zebra! hahaha

Peças Únicas

Já que nem todo dia a gente quer usar calça ou fazer alguma composição. E são peças que se esfriar, eu coloco um casaco, uma meia fina ou um lenço. E se esquentar, saio desse jeito assim!

Calças, saia e short

Foi aí que eu senti um pouco mais de dificuldade, pois escolhi apenas 1 calça jeans, 1 legging preta, 1 calça estampada, apenas 1 short e 1 saia.

Acessórios

Eu não sou a maior fã de colares, mas escolhi alguns porque vai né.. a libriana aqui é um tanto indecisa! As bolsas também me doeu o coração para escolher!

Escolhi um único cachecol porque esse era o único que eu não tinha usado ainda. Escolhi também esse óculos de sol porque eu não o usava faz bem uns 2 anos. E foram essas duas bolsas, uma preta de sair e uma dourada para coisas menos formais. Uso sempre uma azul da kipling, por isso ela não entrou na lista dos 33 e vou continuar usando, mas vou evitar ao máximo de colocá-la sempre como primeira opção!

IMG_1102IMG_1105

IMG_1111

Sapatos

Pro frio, escolhi a minha bota over the knee e um coturno. Para os dias quentes, escolhi essa spardrille e também essa loafer que fazia um tempão que não usava.

IMG_1113

Casacos

Para os dias mais frios, a jaqueta de couro e para os dias mais amenos, o cardigan!

 

Reservei um espaço no meu armário para essas roupas para que eu veja e saiba exatamente quais são as peças escolhidas. É interessante fazer isso para a gente não perder o foco!

Vai ter dia que eu vou parecer o Agostinho Carrara? Talvez sim! hahahaha mas vai ser legal para eu poder perceber como vou reagir a essa “restrição” e quanto tempo vou economizar em me arrumar!

Todo sábado vou postar o resumo da semana (que já está acontecendo) com minhas impressões e fotos do dia a dia!

p.s.: está faltando uma peça pois ela está para lavar!

Espero que vocês me acompanhem nessa!

Beijos

Rah

 

Você precisa conhecer o Projeto 333

Olá Belezinhas!!! No post passado tinha citado um documentário que eu amei no Netflix que fala sobre Minimalismo e uma das pessoas entrevistadas é uma americana chamada Courtney Carver, criadora do Project 333 que visa simplificar a vida das pessoas na hora de se vestir.

De início eu achei algo bem ousado, porque ela “desafia” as pessoas a usarem apenas 33 peças de roupas por 3 meses, isso incluindo acessórios e sapatos. Ela resolveu fazer isso pois descobriu que tem Esclerose Múltipla e uma das indicações médicas era diminuir ao máximo o seu nível de stress. Ao analisar a própria rotina, ela percebeu que o momento de se vestir causava isso, pois ela abria o armário dela e se deparava com inúmeras roupas e nunca sabia o que vestir, o que tinha no armário e isso tomava um certo tempo dela da manhã e mesmo assim nunca ficava satisfeita com o resultado final.

2-projeto-333-roupas-desafio-courtney-carver-bemorewithless-sossolteiros-1

Em seu próprio site, Courtney afirma que o Project 333 não é um projeto de sofrimento, onde as pessoas tem que se privar do que mais gosta. Até porque se você parar pra analisar, mesmo tendo um armário cheio de roupas, você normalmente usa sempre as mesmas! Então ela decidiu o número de 33 peças pois achou uma quantidade desafiadora e por um período de 3 meses para ter um armário bem minimalista, mas que supra todas as suas necessidades.

O minimalismo tem sido uma tendência internacional, tanto que no youtube tem várias pessoas fazendo esse desafio. Mas a saber, minimalismo não é apenas ter um mínimo de peças possíveis. E sim ter um armário inteligente, com peças que conversem entre si, gerando vários looks diferentes e que se encaixe na rotina. Você pode ter 100 peças, mas desde que as use sempre, caso contrário você é um entulhador de objetos! hahaah

3-projeto-333-roupas-desafio-courtney-carver-bemorewithless-sossolteiros

As regras em seu site são as seguintes:

Período: a cada 3 meses para ter um armário cápsula sazonal;

O que: 33 itens, incluindo acessórios, jóias, roupas e sapatos;

Como: escolha suas 33 peças, o ideal é você separar numa arara ou num espaço vazio para visualizar melhor o seu novo armário inteligente! Mas se não tiver esse espaço, é preciso reservar algo no seu próprio armário para não confundir com as outras peças!

Adicionais: tenha em mente que esse será um armário inteligente, ou seja, tem que estar de acordo com a sua rotina de trabalho, viagens e etc. Se uma peça de roupa no seu armário estragar ou até mesmo a perder a qualidade, faça a troca! O ideal não é você terminar os 3 meses se vestindo com cacarecos de roupas!

O legal disso tudo é o pré minimalismo, onde você precisa olhar o seu guarda roupa por inteiro, ver o que está em boas condições, o que faz o seu estilo. Se algo já não faz mais parte do que você é agora, doe!

Depois disso, comece a separar itens que você ama, pois assim ficará mais fácil na hora de se vestir! Olhando sempre se as roupas combinam entre si, se você consegue sair diferente mesmo usando um número reduzido de peças. E o principal, não foque se as pessoas vão perceber ou não se você está repetindo roupas, o importante é você fazer um exercício de criatividade e principalmente, poupando seu tempo na hora de se arrumar.

Além dela ter elencado as suas regras de como fazer, ela também se preocupou no que não colocar nesses 33 itens:

  • Anel de noivado ou qualquer item que você considere como sentimental e que você não tira sob hipótese alguma;
  • Lingerie;
  • Roupas de dormir;
  • Roupas de ficar em casa;
  • Roupas de academia.

Mas a saber, todas as roupas de ficar em casa e de academia tem que ser usadas nessas únicas funções! Não vale “driblar” o projeto!

Courtney afirma que você pode criar suas próprias regras, mas todas elas tem que condizer com a sua rotina!

O Minimalismo tem como lado positivo você poupar tempo e focar naquilo que realmente interessa, além de poupar uma graninha né! Eu estava pensando nisso esses dias, a gente perde muito tempo pensando no que vestir, experimentando pelo menos 2 tipos de looks e a gente sempre acaba vestindo o 3º sem muito ânimo. Depois que você começa a pensar mais minimalista, na hora de comprar a gente começa a pesar se aquilo realmente combina com a gente, se o preço x benefício compensa, se estamos querendo algo ou realmente precisando…

Eu jamais vou falar que não precisamos comprar nada, que temos que viver com tudo aquilo que temos, mas sempre digo que precisamos ter um profundo auto-conhecimento do nosso estilo, do nosso corpo para a partir daí começarmos a comprar coisas que nos satisfaçam e que a gente se sinta bem na nossa própria pele.

Para quem tiver curiosidade, o site da Courtney se chama Be More With Less e para quem estiver disposto, vamos começar a fazer esse projeto?

Beeeijo

Rah

 

 

Minimalism: um documentário sobre coisas importantes

Se você esteve no Netflix nas últimas semanas talvez tenha se deparado com esse documentário de poster tão clean, tão chic, tão confortável. Maaas, caso sua curiosidade não tenha sido despertada, acho que com esse post você vai querer! Eu ia até falar sobre ele num post indicativo de coisas bacanas que estão rolando no Netflix, mas eu fiquei tão absorvida que decidi escrever algo exclusivo para isso.

O assunto é óbvio, trata sobre Minimalismo. Mas não do jeito que estamos acostumados a ouvir e sim como um lifestyle bem focado no QUANTO você consume.

Em linhas gerais, o documentário trata um tour de uma dupla de amigos pelos Estados Unidos, criadores de um livro e de um site chamado The Minimalists. Eles foram dois homens de muito sucesso em suas carreiras corporativas mas que do nada tiveram uma espécie de estalo sobre a forma que eles estavam consumindo. A partir de então, eles decidiram percorrer o caminho contrário as coisas que todas as propagandas massivas que somos expostos.

1-josh-and-ryan-size_-custom-crop_-1086x725-1024x684

E aí começa uma série de relatos de pessoas que resolveram abandonar a pressão que o capitalismo selvagem nos coloca de sempre estarmos na moda. Com o celular da moda, com o carro da moda, com as roupas da moda (vide o boom das fast fashion), com eletrodomésticos da moda (se você não percebeu a invasão retrô das propagandas para decoração e móveis da casa…) mas a gente nem tempo de pensar nos impactos que isso causa no meio ambiente, no nosso orçamento e na qualidade de vida que podemos ter.

Então a palavra de ordem é ter menos distração, assim você consegue aproveitar o tempo com a sua família, focar melhor no trabalho, no lazer, nos estudos.. Enfim, viver com mais qualidade.

E o que um blog de moda tem a ver com tudo isso?

Simples! Existe uma corrente no Minimalismo que trata o consumo consciente de suas roupas. Não apenas saber da procedência delas (se a empresa é ou não envolvida com trabalho escravo ou se é sustentável) mas saber se aquilo que você compra é porque você quer ou precisa.

Querer e precisar são dois verbos tão pequeninos mas quando a gente para pra pensar é o momento em que as mudanças acontecem. O Minimalismo focado em roupas evita que você tenha distrações desnecessárias, pois a cada manhã milhares de homens e mulheres perdem pelo menos 20 minutos pensando e experimentando no que vestir para ir ao trabalho, faculdade, festa e afins. Sendo que o processo de se vestir não leva nem 5 minutos após sua decisão. Já pararam pra perceber isso?

Muito tem sido falado sobre armário cápsula (já até falei aqui ano passado), consumo consciente e neste documentário mostrou uma americana chamada Courtney Carver com seu armário de apenas 33 peças e ela mostra que é possível sim viver com apenas 33 peças de roupas.

No próximo post vou falar melhor sobre ela e sobre o seu projeto chamado Project 333 que se resume a uma espécie de auto-desafio de viver com 33 peças por 3 meses.

Mas para quem está procurando saber melhor sobre o estilo de vida Minimalista e sobre consumo consciente, o Netflix traz inúmeros documentários, como por exemplo The True Cost!

Achei muito inspirador e reflexivo esse documentário, pois na correria do dia a dia em que a cada ano parece que o tempo está passando mais rápido, é necessário a gente dar uma repensada no estilo de vida que estamos levando!

Isso sem falar da trilha sonora do documentário!! EU TO APENAS AMANDO! Uma delicinha de música, daquelas que você não fica com a mente cansada de ouvir! ❤

E se você ficou interessado nesse assunto, aguarde os próximos posts!

Beeijo

Rah

E vai rolar a 2ª edição do Taberna Indie!

Atenção quem é de Manaus ou vai estar em Manaus nos dias 30.04 e 01.05 e que curte comprar itens diretamente do artesão!

O que seria o Taberna Indie?

O Taberna é um coletivo criativo que surgiu da necessidade de divulgar e comercializar produtos originais da economia criativa local. Terão produtos de arte, moda, gastronomia e design! Tudo diretamente do artesão!

E quando acontece?

Acontece a cada 2 meses e nos dias 30.04 e 01.05 vai ser a 2ª edição, que será comemorativa do dia das mães!

Onde vai acontecer?

Será na Casa da Sopa, na Av. Constelação, 22. Aleixo.

Horário: 15h – 21:30

Dia: 30.04 e 01.05

A maioria aceita cartão!

Olha só um pouquinho do que vai ter!

mandarilys

Quadrinhos da Mandarilys

Vestidinhos foofos da Nicca!

Este slideshow necessita de JavaScript.

papel de mim

Papelaria da Papel de Mim

moda studio92

Moda da Studio 92

Artesanato Arte Cheia de Graça

Artesanato da Arte Cheia de Graça

Buton

Mais artesanato da Butón

13078287_10153876966544584_1839722514_o

Comidinhas da Lemon Garden

Bijus da Portal da Cor

Cosméticos e Perfumaria da Amhy

 

Não é bacana esses produtos? E o melhor, são itens exclusivos e ainda vai ajudar a economia local, fazendo compra consciente e colaborando com aqueles que produzem em pequena escala!

Achei essa ideia bem bacana e inovadora aqui em Manaus!

Beeeijo

@rahnoinsta

Marcas envolvidas com trabalho escravo

Desde que o consumo consciente passou a ser tratado mais abertamente, a questão da forma como os produtos que consumimos são produzidos também viraram assunto central.

Muita gente acha que a escravidão foi abolida ha muitos anos atrás, mas na modernidade percebemos novas formas dessa relação de exploração, utilizando não somente a mão-de-obra hiper barata (e muitas vezes internacional) mas também precarizando as leis trabalhistas.

As marcas de fast fashion normalmente são as mais denunciadas por trabalho escravo.

Mas como consumir conscientemente?

Pesquisando na internet, achei uma ONG que defende os direitos humanos, chamada Repórter Brasil e que criou um app que monitora as marcas e empresas que fazem uso de trabalho escravo. Há, no site deles, uma lista detalhada — intitulada “Lista Suja do Trabalho Escravo” — sobre as empresas que possuem, hoje, alguma prática de trabalho escravo no Brasil. Eles também divulgam as exclusões, quando há, de empresas que se adequaram.

O app se chama Moda Livre e é baixado gratuitamente para Android e iOS e atualmente monitora 45 marcas e varejistas de roupa.

De acordo com o site, ” Nesta nova atualização, a base de empresas avaliada pelo Moda Livre foi ampliada para incluir mais nomes consagrados no mercado nacional da moda. É o caso das holdingsInbrands – que controla grifes refinadas como Ellus, Richards, Mandi e Bobstore – e do grupo AMC Têxtil, responsável por marcas conhecidas do público brasileiro, como Forum, Colcci e Triton.

Outra companhia detentora de marcas valiosas (como Siberian, Crawford e Memove), a Valdac Global Brands também integra o hall de companhias analisadas pela equipe da Repórter Brasil. Há também varejistas presentes de norte a sul do Brasil, como as Lojas Americanas, e fabricantes de roupas bastante tradicionais no mercado nacional – como Malwee e Marisol.”

A Repórter Brasil convidou todas as companhias a responder a um questionário-padrão que avalia basicamente quatro indicadores:

1. Políticas: compromissos assumidos pelas empresas para combater o trabalho escravo em sua cadeia de fornecimento.

2. Monitoramento: medidas adotadas pelas empresas para fiscalizar seus fornecedores de roupa.

3. Transparência: ações tomadas pelas empresas para comunicar a seus clientes o que vêm fazendo para monitorar fornecedores e combater o trabalho escravo.

4. Histórico: resumo do envolvimento das empresas em casos de trabalho escravo, segundo o governo.

As respostas geram uma pontuação e, com base nela, as empresas são classificadas em três categorias de cores: verde, amarelo e vermelho. Aquelas que não responderam ao questionário, apesar dos insistentes convites, foram automaticamente incluídas na categoria vermelha.

O aplicativo não recomenda que o consumidor compre ou deixe de comprar roupas de determinada marca. Apenas fornece informações para que faça a escolha de forma consciente.

O app pode ser encontrado através dos termos “Moda livre” e “moda livre repórter brasil”.

As marcas que já foram envolvidas em escândalo de trabalho escravo são:  Renner (novembro de 2014), Seiki (julho de 2014), Unique Chic (março de 2014), M.Officer (novembro de 2013), Le Lis Blanc e Bô.Bô (junho de 2013), Emme e Luigi Bertolli (março de 2013), Talita Kume (julho de 2012), Gregory (maio de 2012), Zara (agosto de 2011), Collins (maio de 2011), Pernambucanas (abril de 2011), Marisa (março de 2010)

De acordo com números do Índice de Escravidão Global, o Brasil tem 200 mil pessoas em situação de trabalho escravo. Em sua primeira edição, de 162 países, a pesquisa revela que o Brasil se encontra em 94º lugar no ranking dos países com maior registro de trabalho escravo. No mundo, são 29 milhões de pessoas vivendo em regime de escravidão moderna,  uma situação de trabalho em que pessoas são forçadas a realizar atividades contra a sua vontade, sob diversos tipos de ameaça.

No Netflix tem o documentário chamado The True Cost e aborda justamente o trabalho escravo nos países sub-desenvolvidos que produzem em larga escala para as grandes marcas.

Há também escravidão infantil na cadeia de produção do chocolate

Crianças de 11 a 16 anos (e por vezes até mais jovens) são submetidas a até 100 horas de trabalhos forçados em fazendas de cacau

As sete empresas onde foi identificado o trabalho escravo infantil para a produção de chocolate são: Hershey, Mars, Nestlé, ADM Cocoa, Godiva, Fowler’s Chocolate e Kraft.

O documentário que aborda essa temática se chama O lado negro do chocolate e pode ser acessado nesse link.

Já pensou em começar a consumir conscientemente?

Beijos

@rahnoinsta