O Festival das Luzes

Em outubro, no início do outono, a cidade de Berlim fica ainda mais bonita, iluminada e musical com a chegada do Festival das Luzes.

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Torre da TV com planetinhas 😛

Sem dúvidas, esse é um dos meus eventos preferidos por aqui! Criado em 2005 e com duração de dez dias, o festival ilumina os principais pontos turísticos da cidade, especialmente os localizados no centro.

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A Catedral durante o festival

Projeções animadas e coloridas são lançadas em diversos monumentos históricos, geralmente acompanhadas de músicas, e é super interessante observar como tais monumentos mudam de acordo com elas.

Em um determinado momento, pontos turísticos como o Portão de Brandemburgo, a Torre da TV, e a Catedral de Berlim estão coloridos, noutros parecem estar sendo tomados por algum tipo de “criatura bizarra”, e noutros parecem estar simplesmente desmontando.

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Portão de Brandemburgo em uma projeção do ano passado

As projeções citadas são criadas por artistas, e variam de monumento para monumento. Além disso, é normal que em alguns deles várias projeções diferentes sejam lançadas, uma após a outra.

Este ano o festival começou no dia 6 de outubro, e acabou dia 15, incluindo não só as iluminações e músicas, mas também tours guiados chamados de LightSeeing. Os visitantes tinham, então, a opção de observar os monumentos de ônibus, barco e, claro, a pé.

Vale lembrar que também fazem parte do festival workshops de fotografia, open house em alguns prédios, e eventos de caridade. Pra quem achou interessante, aqui está o link para o site deles.

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A universidade de Direito da Humboldt

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Beijão,

Vivi.

 

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Desapegos de verão e doações na Alemanha

Quando me mudei pra Alemanha precisei fazer um grande exercício de desapego. A companhia aérea permitia que eu trouxesse duas malas de 32 kg comigo, o que é bastante coisa, porém achei que iniciar minha nova vida por aqui com essa quantidade de itens seria algo, no mínimo, cansativo. Simplesmente não me imaginava entrando no país com tanta tralha, arrastando essas duas malas por aí até chegar em meu novo apartamento, que não teria espaço pra tantas coisas.

Por causa disso, reuni aquilo que eu julgava necessário, e trouxe tudo comigo. Deixei no Brasil sapatos, bolsas, perfumes, roupas, livros, e tudo que eu sabia que não usaria, ou usaria com pouca frequência.

Em alguns momentos até me perguntei se esses objetos não fariam falta, ou se não iria surgir uma ocasião na qual eu fosse precisar deles, porém eu aprendi que eu podia viver tranquilamente sem aquelas coisas, e mantive comigo só o que possuía algum tipo de utilidade.

Após um certo tempo aqui, fui adquirindo novas roupas, sapatos, bolsas e etc., e notei que eu estava acumulando mais do que eu necessitava. Assim, ontem eu fiz o exercício de analisar tudo que havia no meu armário e selecionei o que não tinha mais utilidade para mim.

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Dessa forma, surgiu o meu “desapego de verão”. E quais critérios definiram o que ficava, e o que saía? Bem, foram vários. Com o tempo mudam os nossos gostos, o nosso entendimento e visão sobre o nosso corpo, e os nossos requisitos sobre aquilo que tem alguma serventia pra nós.

Doei coisas que eu trouxe do Brasil na esperança de usá-las na primavera e no verão, e que ficaram entocadas por um ano (ou seja, zero utilidade), roupas que havia provado no ato da compra, mas que ao longo do tempo vi que não me caíam tão bem, e não me traziam felicidade com relação ao meu corpo e meu visual, tênis lindos, mas que destruíam (de verdade!) os meus pés após uma curta caminhada, e objetos que simplesmente eram incompatíveis com a pessoa que sou hoje.

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O ponto é que hoje me conheço cada vez melhor, sou muito mais segura de mim e daquilo que gosto e não gosto, e daquilo que é e não é útil para mim. O que não se encaixa nos critérios citados acima, sai (e sim, podemos viver sem essas coisas).

E o que isso tem a ver com a Alemanha?

Bem, a Alemanha é um país com um forte programa de reutilização de recursos, sejam eles quais forem. Vou abordar esse tema de forma mais profunda no futuro, mas o ponto é que eu posso não precisar dessas coisas, mas há quem as queira e a forma de repassar esses itens pra quem necessita é muito fácil.

Por exemplo, você pode deixá-los em pontos de doação da prefeitura que ficam espalhados pelas ruas de Berlim, depositando roupas nesse local, ou simplesmente colocar tudo numa sacola com um bilhetinho que diz “zur verschenken” (para dar/ doar).

Depois, é só posicionar essas sacolas na frente do seu prédio, na calçada, ou debaixo de uma árvore, que em pouco tempo elas serão levadas por quem se interessa pelo conteúdo delas (foi o que fiz).

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Três sacolas cheias prontas pra doação

De uma forma muito simples você se desfaz daquilo que não te serve (por você não gostar mais, por não vestir bem, por você ter começado a achar feio, ou apenas porque você acumulou desnecessariamente), e deixa o dia de quem precisa mais feliz.

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Beijão pra vocês :*

Vivi.

O transporte público em Berlim

Eu já falei sobre a experiência de pedalar em Berlim aqui, e também comentei que desde que vim pra cá eu não dirijo e não sinto a menor falta. Hoje eu mostro outro meio de locomoção disponível na cidade: o transporte público, que é de qualidade!

Em Berlim você acha ônibus, trem, metrô, e bondes, e essas quatro opções são suficientes pra você ir para os locais mais distantes da cidade sem precisar de um carro.

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O bonde, também conhecido como Tram – esse da foto é uma versão mais antiga, mas muito fofo (eu adoro os Trams kkkkk)

Além disso, utilizar o transporte público daqui é muito simples: basta comprar um ticket compatível com a sua necessidade, e embarcar. Ele pode ser para um viagem de curta distância, bicicletas, estudantes, turismo, para um dia inteiro, um mês, ou você pode comprar um pacote anual. Geralmente o ticket comprado vale para todos os meios de transporte da cidade.

Outra coisa que acho muito interessante é que aqui não existem catracas para acessar o transporte público. Você simplesmente compra seu ticket em uma máquina, em seguida você o valida em um aparelho que marca a data e hora do momento (sendo que alguns tickets não precisam de validação), e pronto, pode entrar no transporte público. A única “exceção” para essa regra é o ônibus, onde você deve mostrar seu ticket para o motorista.

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Da esquerda pra direita: a máquina onde o ticket é vendido (há opções de compra em inglês e outras línguas), o aparelho de validação, e um ticket diário já validado

Porém, atenção! O fato do transporte público não possuir catracas não significa que não há fiscalização. Ela existe e normalmente é realizada por fiscais à paisana. Quando você menos espera, uma pessoa com a aparência de um passageiro saca um crachá, uma maquininha, e sai pedindo pra ver os tickets das pessoas e, em caso de irregularidade, você será multado em 60 euros.

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Sem catracas, você entra e sai de boa

Fora o que citei acima, para facilitar ainda mais a vida de quem anda por aqui, existem pelo menos 2 apps que mostram os melhores caminhos utilizando o transporte público berlinense, fora que o próprio Google já faz isso. Basta acessar mapas, colocar seu local e destino, clicar em “rotas” e depois no ícone do bonde/ ônibus (nunca sei de qual deles é o ícone kkkkkk alok), e pronto, você terá não só o melhor caminho para chegar em um determinado local usando o transporte público, bem como você terá o horário preciso no qual ele irá passar.

Por falar nisso, via de regra o transporte público daqui é bem pontual. Nas estações de trem, bonde e metrô há sempre um painel eletrônico mostrando qual a direção dele e quanto tempo falta para ele chegar (na ocasião de obras na estação o painel pode ser trocado por um papel com os horários). Já no caso dos ônibus, há sempre uma plaquinha nos pontos mostrando os horários nos quais eles passam.

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No canto esquerdo superior da foto dá pra ver o painel eletrônico que identifica a linha do metrô e o horário que ele passa

Claro que a Alemanha é um país, e não um paraíso. Atrasos acontecem, e transporte lotado também, porém, mesmo assim, acho tudo muito tranquilo. Os preços são justos, a maioria esmagadora das pessoas é super educada, e mesmo que um transporte atrase ou não apareça por alguma razão, há sempre uma alternativa (exemplo, o trem não vai passar por causa de uma reforma nos trilhos, então um ônibus faz a rota dele).

Conclusão: com a minha bicicleta velha e esse transporte público super eficiente, só Deus sabe quando eu vou dirigir novamente (já já faz um ano desde que sentei no banco do motorista pela última vez, vou fazer um bolinho pra comemorar kkkk).

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Vivi.

 

Bate e volta Berlim – Nürnberg

O post de hoje vai ser quase como um diário de viagem com dicas para dois lugares bem legais!

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Gente, que lugar lindo!

Porém, antes de tudo é preciso contextualizar. Eu e meu marido moramos em Berlim e trabalhamos em uma empresa sediada no sul da Alemanha, na cidade de Nürnberg. De tempos em tempos rolam umas comemorações que reúnem os funcionários, e na última sexta foi a vez da festa de verão, no lago Kleiner Brombachsee.

Saímos de Berlim às 8:30 da manhã da sexta-feira, e encaramos uma viagem de 5h e 30min de duração até chegarmos em Nürnberg. De lá, pegamos um carro, passamos por vários vilarejos super fofos, e em uma hora chegamos ao Kleiner Brombachsee.

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O lago maravilhoso.

O lago fica em uma região mais isolada, e me impressionou muito por sua história (já que ele é artificial) e organização. O local é lindo, e tem opções para os mais diversos gostos, como restaurantes, áreas para acampar e fazer churrasco, mini golf, escola para cachorros, e programações na água, como stand up paddle.

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Acho que não preciso dizer que a festa foi ótima! Comemos muito churrasco e nadamos no lago gelado (hahaha) e, quando anoiteceu, voltamos para Nürnberg.

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Churrasquinho da firma hahaha.

O dia seguinte foi só de turismo! Nürnberg tem 517.498 habitantes, e muita história. Apenas para ilustrar, a primeira menção documentada sobre a cidade data de 1050, e é sobre o seu Castelo Imperial.

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Vista do centro histórico de Nürnberg de cima do Castelo Imperial.

O centro histórico da cidade é lindo, todo murado e com muitas coisas medievais, e em cada esquina há algo interessante. Em nosso passeio vimos várias igrejas (há muitas nessa região), o Castelo mencionado acima, o Museu dos Brinquedos, dentre outras coisas.

Vale lembrar que o centro histórico de Nürnberg foi bastante destruído após a segunda Guerra Mundial. Contudo, ele foi reconstruído a partir de planos originais existentes desde a Idade Média, e hoje está de pé, recebendo muitos turistas!

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O Castelo Imperial.

Nosso passeio terminou após irmos até um Café de Gatos onde você come e toma suas bebidas, e eles ficam dormindo ou brincando com os visitantes (amei demais esse lugar, pois sou a louca dos gatos hahaha).

Eu espero visitar Nürnberg mais vezes, e recomendo muito uma ida para essa região, pois há muitas coisas legais pra se fazer lá, e muita coisa bonita de se ver.

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Eu só queria um desses apartamentos hahaha.

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Tschüss, e até o próximo post 🙂

Beijão pra vocês :*

Vivi.

A East Side Gallery

Muitos já estão familiarizados com a história do Muro de Berlim – sobre a qual me aprofundarei aos poucos em posts futuros – e sobre o lado artístico daqui, que aflora através de roupas, tatuagens, galerias, museus, e arte de rua.

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A East Side Gallery.

Uma dessas manifestações é a East Side Gallery, a maior galeira de arte ao ar livre do mundo, possuindo 1.316 metros. Ela surgiu em 30.09.1990, após a queda do Muro de Berlim, quando 118 artistas de 21 países pintaram partes remanescentes dele com os mais diversos temas, que exaltavam a reunificação do país, e o fim da guerra fria.

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Liberdade!

Em 2009 a região passou por uma grande reforma que custou 2 milhões de euros. Por isso, os artistas que haviam pintado o muro previamente foram convidados para participar de tal renovação. Fontes oficiais falam que foi assim que a galeria foi “recriada”.

 

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Tem até o Batman na galeria 😀

A reforma foi necessária pois há um forte trabalho de preservação das artes expostas na East Side Gallery, especialmente por parte dos artistas que deixaram seus trabalhos lá. Infelizmente, é comum ver pessoas pichando, arrancando pedaços, escalando, e colocando os pés no muro para fazer fotos e vídeos.

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O menino tá cabisbaixo depois de ter sido rabiscado hahahah.

Contudo, deve-se lembrar que a East Side Gallery é um grande conjunto de pinturas que foram feitas em um local histórico. De acordo com as autoridades, se tais comportamentos se perpetuarem, a galeria acabará nos próximos anos (neeeeeeeein).

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Rapaz vendendo sua arte em frente ao muro.

A galeria fica localizada na Mühlenstraße, e é aberta 24 horas, com visitação gratuita. Lá, é possível encontrar também um museu sobre o Muro de Berlim, e um quiosque vendendo souvenir.

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O início da galeria na Mühlenstraße.

Eu aconselho fortemente uma visita à East Side Gallery caso você esteja de passagem por Berlim, pois é uma programação gratuita, de fácil acesso pelo transporte público, e o local é extremamente impactante.

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Achei essa pintura super legal, e ficaria melhor ainda sem os rabiscos por cima :/

É muito interessante observar o muro e refletir sobre como ele dividiu uma cidade e um país, oprimindo um povo, e separando amigos e famílias. E é melhor ainda ver como essa região, que antes era um símbolo de repressão, hoje é um monumento à liberdade em seu sentido mais amplo.

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My God, Help Me to Survive This Deadly Love: uma das pinturas mais famosas da East Side Gallery.

Para mais informações sobre a galeria e seus artistas, acesse o site oficial da East Side Gallery (dá para ler em Alemão, Inglês ou Francês – há outras línguas, mas não funcionou quando cliquei nos ícones), e entre no Google Arts and Culture deles ( que está em Alemão, porém possui imagens de várias pinturas com o nome dos artistas que trabalharam nelas).

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Provérbio africano que é traduzido como: “muita gente pequena em muitos lugares pequenos, fazendo coisas pequenas mudarão a face da Terra.”

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Vivi.

Grunewald, uma floresta em Berlim

Semana passada falei sobre andar de bicicleta em Berlim, e o tema de hoje tem uma certa conexão com o meu post anterior.

Eu e meu marido estamos criando o hábito de fazer longas pedaladas no final de semana com o objetivo de explorar mais a cidade, e ontem decidimos ir a um local distante e diferente.

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A floresta.

Grunewald é uma floresta de 3.000 hectares na região ocidental de Berlim, sendo a maior área verde daqui. Nós chegamos lá por uma de suas bordas, e não pela entrada principal, passando pela estação de trem Heerstraße, e pedalamos por uma rua para bicicletas (mas por onde também circulam carros) até entrarmos na floresta.

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Rua que nos levou até a floresta.

Eu amo a natureza, adoro parques e atividades ao ar livre, e esse local proporciona tudo isso. A região é enorme, e ótima para pedalar, caminhar e correr, contando com muitas opções de diversão.

Durante nossa jornada pequena excursão, nós pedalamos por dentro da floresta, depois fomos para o Ökowerk, que é um centro de conservação da natureza (e que disponibiliza programações para crianças), e passamos por um lago com uma área de nudismo (digo logo que isso é MUITO normal por aqui, e nós vimos muitas bundas e gente como veio ao mundo se bronzeando na grama).

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O início da nossa pedalada na floresta.

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Parte do Ökowerk.

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O lago (sem os nudistas, pois não rola postar foto de gente pelada hahaha).

O passeio todo, saindo de casa e pedalando pela floresta, totalizou cerca de 30 km. Porém, a região é bem grande e nós não tivemos a oportunidade de ver tudo que tem por lá. Além do que mencionei, em Grunewald você ainda encontra pelo menos um bistrô, um bar, uma torre com uma vista bem bonita, e a maior elevação de Berlim (115 metros).

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Bistrô fofinho do Ökowerk.

Deixo aqui apenas uma dica de amiga: se você decidir fazer esse passeio em uma época mais quente (estamos no verão), leve um repelente de mosquitos, pois lá tem muitos.

Por fim, eu super recomendo uma visita à floresta Grunewald. O lugar é lindo, e em cada canto você descobre algo novo e diferente para observar e se aventurar.

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Uma das várias pistas por dentro da floresta.

Aqui está o link em inglês para o site Visit Berlin, explicando um pouco a respeito da floresta, aqui está o link em inglês da Wikipedia, que também fala sobre essa região, e aqui está o link em alemão do Ökowerk. Todos podem ser traduzidos com a ajuda do Google Tradutor 🙂

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Até a próxima 🙂

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Vivi.

Pedalando em Berlim

Eu não dirijo desde que me mudei pra Alemanha e, sinceramente, não sinto a menor falta (eternamente traumatizada com o trânsito recifense). Desde que vim pra cá, eu resolvi aproveitar o excelente transporte público que o país tem pra oferecer. Foi aí que notei um número bem grande de ciclistas em Berlim, o que despertou a minha curiosidade.

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Confesso que a ideia de usar a bicicleta como meio de transporte diário era algo que me assustava. Eu realmente tinha medo de sofrer ou causar um acidente, e comecei a perguntar para amigos e conhecidos sobre o assunto: é tranquilo, é favorável seguro?

Como a resposta era sempre positiva, eu decidi dar o primeiro passo e comprei uma bicicleta usada (de acordo com minhas pesquisas, ela é uma edição de 1979 hahaha). Posso dizer que essa foi uma decisão muito acertada, pois pedalar aqui é simplesmente maravilhoso.

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Todo mundo pedalando!

Berlim possui cerca de 620 km disponíveis para bicicletas, e uma estrutura impressionante para aqueles que gostam de pedalar. São ciclofaixas em calçadas e ruas, espaços para ciclistas em faixas de ônibus, sinalizações, tickets de transporte público apenas para as bicicletas, e mais. Aqui, pedalar é algo muito sério, tanto é que as crianças aprendem desde muito cedo.

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Mamãe ciclista com o filho, ao lado de um semáforo para bicicletas.

Entretanto, o que mais me impressionou foi o respeito. No início eu ficava meio aterrorizada com a ideia de pedalar em uma rua cheia de carros, mas depois vi que o medo era infundado.

Os motoristas aqui são fortemente encorajados a proteger aqueles mais vulneráveis. Dessa forma, você pode andar devagar e tranquilo com sua bicicleta em uma rua que ninguém atrás de você vai buzinar ou te intimidar. Simplesmente vão ter paciência com seu ritmo (é lindo, sério).

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Ciclofaixa é coisa séria e os motoristas respeitam.

Além da boa estrutura oferecida para os ciclistas, e do respeito geral que há aqui, existe também toda uma questão de segurança envolvida, com requisitos que devem ser cumpridos para que sua bicicleta possa rodar. São eles uma buzina, freios em ordem, refletores nas rodas, e luzes dianteira e traseira. Eu já fui parada em uma blitz para ciclistas e tudo isso foi checado, inclusive a procedência da minha bicicleta.

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Bicicleta nos conformes, com buzina e luz dianteira. Porém, tem alguma coisa faltando…

E é aí que mora um tema polêmico. Berlim é uma cidade com um histórico extremamente baixo de crimes violentos, porém alguns furtos são comuns, dentre eles o de bicicletas e suas peças. Imagina a cena, você deixa a coitada estacionada, pernoitando em um local, e no outro dia ela não está lá (ódio). Portanto, se é pra adquirir uma, lembre-se sempre de comprar uma trava das boas, pois vale muito o investimento, deixando-a bem presa em uma região segura e preferencialmente iluminada (mas fiquem de boa que ninguém vai ameaçar vocês com uma arma pra levar a bicicleta).

Hoje eu só uso o transporte público em caso de chuva média pra forte. No mais, vou pra todo canto pedalando, seja pra trabalhar, estudar ou passear, e amo. Eu relaxo, admiro a paisagem, e quando vejo, cheguei ao meu destino 🙂

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Foto meramente ilustrativa, pois essa não sou eu hahaha.

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As fotos deste post foram tiradas pelo meu amigo maravilhoso Luan Caja. Vejam mais no Instagram dele!

Beijão pra vocês :*

Vivi.