Maddman: a história de Steve Madden

Mais um post de indicação de documentário no Netflix, principalmente para quem gosta de conhecer um pouco mais sobre a vida de grandes nomes da moda!

Esses dias assisti ao documentário intitulado Maddman: a história de Steve Madden. Que justamente trata sobre a vida de Steve Madden, dono da marca bilionária em seu próprio nome.

O que mais me deu vontade em assistir porque eu me dei conta de que eu não conhecia o Steve Madden. Nunca tinha visto seu rosto e pra ser sincera, mal via algo sobre ele e sobre a marca (que só via em algumas marcações de algumas blogueiras que moram nos EUA).

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Esse sapato aí é o icônico de sua marca, chamado Mary Lou e todo o documentário fala de como ele começou a sua carreira, como lida com família e empresa, e como aconteceu o boom de sua marca, que atualmente está valendo nada mais nada menos que 2 bilhões de dólares. 

Ao contrário do Manolo (que para ver a resenha sobre, é só clicar aqui), Maddman é totalmente frenético e reflete bem a personalidade dele. Ele fala abertamente sobre o problema com drogas, prisão por fraude e lavagem de dinheiro…

Inclusive esse episódio da vida dele foi transformador! Deu oportunidade de emprego para alguns ex-colegas de prisão e também está a frente de vários projetos sociais e inclusivos para jovens que queiram empreender.

Para mim, Steve Madden é um dos homens mais inteligentes no mundo business. Ele tem uma paixão inesgotável por sapatos mas ao mesmo tempo tem uma incrível visão de mercado, abrindo o capital para a bolsa de valores, além de criar comerciais totalmente diferentes. 

Óbvio que ele tem em suas coleções itens bem diferentões, mas para mim o que marca mesmo são os seus sapatos atemporais. 

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E por falar em seus sapatos, o que eu acho um grande paradoxo e quase uma falta de reconhecimento, é que justamente a gente não consegue reconhecer seus sapatos na rua! Um Laboutin e até mesmo um Manolo Blahnik, a gente consegue olhar e reconhecer a marca! Mas isso não acontece com Steve Madden. 

Resolvi olhar o seu site para checar a média de preços dos seus produtos e vi por volta de 50 dólares itens bem bacanas!

Mas de qualquer forma, esse documentário é super interessante de assistir! Super recomendo!!!

Beeeijo

Rah

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Azul marinho is the new black

Post de hoje pode ser um pouco dramático e com fundo musical “Meu mundo caiu” depois da seguinte afirmativa: “O preto não é tão básico assim! E pasmem, ele não vai com tudo!”

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Confesso que isso me deixou bem encucada por um bom tempo, até porque todo mundo ouve que se tá em dúvida com qual cor combinar, é só colocar o preto que o mistério será resolvido!

Para começo de conversa, o preto nem cor é considerada… ou seja, é uma não cor, é ausência de cores. Logo, não consegue integrar e harmonizar cores mais fortes, alegres, vibrantes…

Pode perceber que quando misturamos cores mais fortes com o preto normalmente a sensação visual é uma divisão na composição, tudo fica mais compartimentado. Parece que a gente não se vê e não é visto por inteiro, com transições suaves. Resultando assim em contrastes altos no look.

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Exemplo de look com contraste alto

Mas e agora, como combinar cores fortes sem cair no contraste alto?

No famoso  círculo cromático (e tão falado ultimamente no blog!) existem as cores que são chamadas de neutras coloridas que ajudam nas transições coloridas, criando assim uma imagem harmônica e suave.

Os neutros coloridos são o areia, bege, creme, os cinzas, mostarda, vinho, azul marinho, caramelo, marrons, telha, verde musgo, verde militar, uva bem fechado, taupe, petróleo:

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E porque eu escolhi o azul marinho como a melhor cor que combina com tudo? Primeiramente por ser uma cor que acha mais facilmente nas lojas e que na minha opinião combina com todo tom de pele! E não é a toa que a calça jeans nunca sai de moda e vai com tudo né?

Esses dias mesmo eu comprei uma camiseta básica azul marinho e amei o resultado que ficou em mim! Daí aproveitei pra me inspirar e escrever esse post! ahahaha 

Trago aqui algumas inspirações de como o azul marinho é tão maravilhoso!

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Mas já que o preto é ausência de cor, como devo combiná-lo?! 

Para criar a transição mais leve, é só usar o preto com outras cores neutras (como por exemplo o branco, o cinza…), em tons mais fechados! Assim cria-se um look mais uniforme aos nossos olhos!

Para ajudar nessa jornada com as cores, vou aqui novamente colocar o círculo cromático para que facilite a nossa vida!

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E pode perceber que no círculo cromático o preto não aparece… heheheeh

Espero que tenha ajudado!!

Beeijo

Rah!

 

 

 

 

Qual a cor de 2018?

Todo ano a Pantone lança qual será a cor dominante do ano seguinte! Ano passado eu fiz um post sobre isso (para saber, só clicar aqui!)

E já virou tradição acompanhar o que será lançado! Ela vira uma espécie de bússola para designers e estilistas montarem as suas coleções.

Para quem não sabe, a Pantone é uma empresa norte-americana conhecida mundialmente por sua organização de um sistema de cores usado em larga escala na indústria gráfica. A paleta definida por ela que serve como base para o uso das cores nas mais diversas aplicações do mercado.

E para 2018, a cor eleita foi a Ultra Violet de código PANTONE 18-3838, que segundo a mesma foi interpretada como uma cor “dramaticamente provocativa e pensativa.”

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“Complexa e contemplativa, a Ultra Violet sugere os mistérios do cosmos, a trama do que está por vir e as descobertas para além de onde estamos agora. O vasto e ilimitado céu noturno é símbolo do que é possível e continua a inspirar o desejo de perseguir um mundo além do nosso”.

O tom comunica originalidade, engenhosidade e pensamento visionário que nos aponta para o futuro.

E para dar uma mãozinha, a Pantone lançou 4 paletas que podem harmonizar com o Ultra Violet e elas são:

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PALETA 02

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PALETA 03

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PALETA 04

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Mas caso você queira criar a sua própria paleta de cores ou fazer algo totalmente diferente do que a Pantone elegeu, é só clicar aqui para ler um pouco sobre o círculo cromático!

Beeeijo!

Rah

Netflix: Dries

Ultimamente Netflix tem colocado muita coisa boa no seu catálogo, principalmente para quem gosta do mundo da moda e saber um pouco mais sobre a vida dos designers! E é justamente sobre esse assunto que é o post de hoje!

Para quem não viu minha indicação sobre Manolo Blahnik, é só clicar aqui! E a indicação de hoje é sobre a vida e obra do designer belga Dries Van Noten!

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Todo documentário acontece durante o seu processo de criação de suas coleções, prova de roupa e casting, mostra os desfiles e também pequenas conversas em sua casa. Eu achei um documentário muito agradável de assistir (inclusive achei mais real e interessante do que o documentário do Manolo).

Aqui ele expõe sobre suas inspirações, preocupações e mostra todo o processo de fabricação das roupas, que inclusive é um show a parte ao mostrar como sua empresa é muito maior do que a gente possa imaginar!

Por exemplo, os tecidos são feitos na Itália, o processo de criação é feito na Bélgica, o showroom é na França e os bordados são feitos na Índia.  E claro, suas roupas são vendidas no mundo inteiro, em lojas como Barneys, em Nova Iorque.

De tudo o que foi mostrado só fiquei realmente pensativa sobre a parte dos bordados que são feitos na Índia. A escolha de fazer essa parte mais manual/ artesanal lá deve ser por motivos óbvios de mão-de-obra barata que ele com certeza não achará tão facilmente na Europa. E é justamente isso que me deixou pensativa… Será que há um preço justo nisso?

Ficou bem evidente no documentário qual é a sua marca registrada: cores, bordados, misturas de estampas, mas acima de tudo roupas que são realmente usáveis no dia a dia. Todos os desfiles que foi mostrado na série é quase impossível você não se apaixonar por uma ou duas peças (ou quase todas kkk). E isso que eu achei mais legal dele! Mostrou coleções super atemporais e também contemporâneas! 

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E ele não só arrebenta na moda feminina como também tem um trabalho sensacional para o universo masculino! 

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Então quem está procurando um bom documentário na Netflix é só procurar por Dries que você não vai se arrepender!

Beeeijo

Rah

 

Círculo cromático: aprendendo a combinar cores!

Olááá! Post do dia dedicado para aquelas pessoas que tem medo de combinar cores na hora de se vestir, de decorar um cômodo, enfim, de usar cores na vida!

Para quem sempre está na dúvida em como combinar as cores e tem medo de sair parecendo o Falcão, o nosso guia para isso é o círculo cromático. É ele quem auxilia a combinar cores de forma harmonizada e principalmente é a partir dele que a gente passa a conhecer qual é a nossa cartela de cores (mas para isso é preciso de ajuda profissional!)

Então apresento-lhes o Círculo Cromático:

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O círculo cromático é formado a partir de cores que o nosso olho humano consegue identificar, facilitando assim a combinação de cores. Alguns círculos na internet ainda tem os sobretons deles que também amplia bastante a sua visão no quesito cores e ajudando bastante na composição de looks e ambientes monocromáticos.

Esse círculo é divido em cores quentes e frias, conforme a figura aqui abaixo:

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Mas como devo usar o círculo cromático?

O círculo é dividido em cores complementares cores análogas. Por cores análogas, compreende-se por aquelas cores que estão uma do lado da outra (na direita e na esquerda) no círculo. E cores complementares são as cores que estão no lado oposto do círculo.

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A partir daí é só se jogar nas combinações! Mas elas não se limitam apenas nas peças de roupas! Você pode usar o círculo cromático para os acessórios, tais como bolsas, sapatos, brincos, colares, lenços, anéis… 

Além das combinações análogas e complementares, há também as combinações em tríade. Ou seja, combinações que no círculo cromático você “desenha” um triângulo equilátero (com todos os lados iguais) gerando mais combinações ousadas, inusitadas!

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Eu já salvei no meu celular um círculo cromático e penso em breve imprimir e deixar coladinho no meu armário para facilitar as combinações e sair do “mais do mesmo”!

Muita gente decide fazer cursos de consultoria de estilo para conhecer qual é a sua paleta de cores, pois uma cor tem o dom de nos iluminar mais, melhorar o tom da nossa pele, dos nossos olhos… da mesma forma que uma cor pode nos apagar, deixar com uma cara de cansada…

As cores são tão importantes que a gente sente uma certa dificuldade em achar o tom certo da nossa base! E quem nunca comprou o tom errado, não é mesmo? Por isso é importante a gente se conhecer, analisar o que fica bom na gente e principalmente se a gente se sente confortável usando determinada cor!

No mais esse é um exercício diário onde errando e acertando a gente vai aprendendo como usar as cores ao nosso favor!

Espero que tenham gostado do post!

Beeeijo

Rah

 

 

Netflix: Documentário sobre Manolo Blahnik

Indicação do dia é com certeza o paraíso para quem gosta de sapatos ou é apaixonada pelo mundo da moda!

Saiu no Netflix o documentário sobre vida e trabalho do design de sapatos, Manolo Blahnik, que ficou famoso no mundo inteiro após ser sempre citado na série Sex and the City, pela personagem Carrie Bradshaw e claro, ser citado no filme da série na icônica cena:

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Manolo é o único que desenha para sua marca e também participa do processo de produção na fábrica.

Durante todo o documentário, tem relatos de ícones da moda como John Galliano, Naomi Campbell, Rihanna, Andre Leon e claro, a dona da moda, Anna Wintour! 

Possui uma fotografia maravilhosa, com uma entrevista bem descontraída com Manolo que mostra seu processo criativo, suas melhores colaborações e seus trabalhos em desfiles e filmes premiados. 

Em linhas gerais achei a personalidade dele beeem excêntrica, com um jeito meio divo, sabe? Não sei se curti essa parte. Porém, ele como designer é de uma criatividade incrível, onde raramente ele segue alguma tendência. Muito pelo contrário, ele lança tendência em que algumas marcas vemos o estilo Manolo inspired por lá. 

Mas o documentário é sensacional e super indico para quem gosta de saber um pouquinho mais sobre quem está por trás das grandes marcas!

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Quem tiver curiosidade, pode assistir porque é um documentário bem gostoso de assistir!!

Espero que gostem da minha dica!

Beeeijo

Rah

O que aprendi vivendo com 33 peças de roupa

Desde que eu vi o documentário The Minimalists tive um forte momento de auto percepção que confesso que mudou bastante o meu modo de vida e como encaro gastos. Para quem não viu, fiz aqui um post sobre isso (clica vai!) e foi nesse documentário que conheci o Project 333 (fiz esse post aqui e aqui), que em linhas gerais consiste num desafio de viver com 33 peças de roupas (tem algumas exceções que não entram nas 33 peças) por 3 meses. 

E desde que vi o documentário e procurei saber mais profundamente sobre o Project 333 me senti desafiada a aplicar esse projeto! E para dar um certo grau de dificuldade, resolvi utilizar pra esse projeto roupas que eu não usava muito por N motivos. Escolhi um dia para começar e pronto! Foram 3 meses de MUITO aprendizado!

  1. Comecei a sacar realmente o que cai bem em mim e o que não.

Eu tinha umas peças de roupas que se enquadrava no “talvez”. Talvez um dia eu use, talvez um dia fica bem, talvez combine com algo, talvez eu tenha outra opinião sobre o caimento dela… E o resultado? Depois de 3 meses usando eu doei! Porque simplesmente não me sentia bem dentro dela.

2. Meu tempo de arrumação dura agora no máximo 5 minutos.

Antes eu demorava uma vida pra me arrumar, agora que tenho no meu armário apenas roupas que eu amo, ter que me vestir ficou bem mais prático!

3. Comecei a valorizar qualidade do que quantidade.

E mais, comecei a valorizar a sensação de me sentir bem usando algo. Pode parecer bem bobo, mas muitas vezes a gente compra algo só porque está na moda, sendo que isso não reflete nem um pouco do nosso estilo e isso acaba que deixa a gente se sentindo estranha na própria pele! Quando comecei com esse desafio eu comecei a me perceber mais feliz com umas roupas do que com outras. 

E mais, doei roupas que eram difíceis de usar, por exemplo, botões muito pequenos, caimento estranho, comprimento que me deixava incomodada…Fiz uma senhora de uma limpa no meu armário e hoje em dia só visualizo roupas que combinam entre si, roupas que me deixam satisfeita! 

4. Nosso armário tem infinitas possibilidades, que nem usando as 33 peças pude esgotá-las!

Eu queria ter tido uma melhor administração do meu tempo para mostrar inúmeras possibilidades com as mesmas peças de roupa, mas esses meus 3 meses de desafio foram também meses complicados pra mim, quase não tinha tempo de fotografar algo!

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5. Ninguém presta atenção se você está repetindo roupa ou não.

Mas todo mundo presta atenção se você está mais confiante com aquela roupa! Durante o período do desafio 333 algumas pessoas me perguntavam o que eu tinha feito, porque estava diferente. Acho que isso é “culpa” da redução do tempo em se vestir e de usar aquilo que a gente gosta. A gente fica realmente diferente, começa a focar em outras coisas. 

E se você é cercado por pessoas que notam se você está repetindo roupa ou não, tá na hora de trocar de amizades!

6. Para quem leva o desafio a sério, ele é transformador!

Não é bobagem! Mas eu mudei completamente a minha forma de ir ao shopping! Consigo entrar numa loja e não querer comprar nada pelo simples fato de me sentir satisfeita com o que tenho no armário. Porém, pra gente chegar a esse nível é preciso conhecer o que tem dentro do armário! E a gente só sabe disso quando entramos num processo de auto conhecimento, de organização!

Quando finalizei o desafio foi um mix de sensação. Foi maravilhoso poder vestir algumas roupas de novo, parecia que eu tinha acabado de comprar! E ao mesmo tempo, foi maravilhoso poder doar várias peças, porque eu já não me reconhecia usando-as. Não fazia mais sentido pra mim. E até hoje, quase 2 meses depois de ter finalizado o projeto não comprei quase nada. E eu achava que iria querer comprar todas as roupas do mundo! hahaha

Eu indico pra quem quiser se conhecer melhor fazer esse tipo de experiência! Vale muito a pena!!!

E aqui um resumão do que foi o Project 333 pra mim!

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Beeeijo

Rah