Ravena Tenório: uma nordestina que Vale a Pena

Olá Belezinhas!!! Hoje temos mais uma edição do Beleza que Inspira e eu realmente AMO escrevê-la pois normalmente só convido gente bacanérrima! E dessa vez não foi diferente! Convidei a queridíssima Ravena Tenório, a arquiteta e urbanista de Recife, dona do insta mais amado chamado Será que Vale a Pena, onde ela faz resenhas (sem jabá) dos mais diversos produtos de make! É maravilhoso! ❤

Daí criei coragem para entrevistá-la e ela aceitou! Graças a Deus! ahahah A entrevista ta muito bacana e já digo logo, sigam o insta dela @seraquevaleapenaa porque só sai dica boa!

Eu acho super válido seguir pessoas na internet que sejam gente como a gente sabe? Sem muita produção, de forma leve e real, mostrando que a gente pode sim ter coisas boas sem precisar decretar falência! haahahah

Preparem o dedo pra rolar essa página porque a gente conversou demais e eu adoro isso!

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linda, maravilhosa & plena

1. Quando começou o seu interesse por maquiagem?

Acredito que meu interesse por esse mundo começou desde pequena. Sempre fui muito vaidosa, e lembro que todo dinheiro que eu ganhava era investido em batons e paletas de sombras, aquelas bem coloridas que toda menina sempre tem sabe? Mas eu busquei aprender mesmo sobre o assunto já com uns 16 anos, e aí comecei a procurar sobre os produtos, entender como funcionava, e a amar ainda mais esse universo.

2. Há quanto tempo tem o @seraquevaleapenaa?

Criei o Será que vale a pena? No dia 24/08/2016 ele tem apenas 10 meses, mas é engraçado que sinto como se tivesse o perfil há mais tempo.

3. De onde surgiu a ideia de ter esse insta focado para testar maquiagens?

Sempre pensei e fui muito incentivada pelas amigas para criar uma blog que falasse sobre esse universo de beleza, mas tinha muita vergonha, e também queria algo que fosse diferente. Mas eu não sabia como fazer isso de fato. Eu realmente queria tentar ajudar as pessoas a entender e aprender mais sobre esse universo de maquiagem. A ideia surgiu conversando no telefone com uma amiga minha de infância, e eu acho que foi a primeira vez que eu falei em voz alta sobre esse desejo.  E sempre falo que quando falamos “alto”, sem ser por pensamentos, as coisas soam de outra forma. Então, comecei a juntar as ideias e lembro que falei: “Queria mostrar as pessoas se aqueles produtos realmente valem a pena” E foi daí que surgiu o nome e o perfil. Ainda no telefone eu comecei a criar a conta, e no outro dia comecei a postar.

4. Em que momento você percebeu que o seu insta estava realmente sendo visto?

Tudo aconteceu muito rápido, e eu sinceramente nunca imaginei que isso fosse acontecer. Tanto que criei o perfil e eu não contei para ninguém. Minha família e minhas amigas foram me descobrindo aos poucos, porque me achavam na ferramenta do Explorar sabe?! Haha.  Acredito que até hoje a minha ficha não caiu. Eu tento não me preocupar muito com números e dados, tanto que eu mal acompanho isso. Eu apenas quero colocar ali as minhas experiências sobre os produtos e ouvir de outras pessoas também, afinal ninguém é dona da verdade né?! Mas para mim, a quantidade de seguidores que eu tenho/terei será apenas um reflexo do trabalho legal que estou fazendo lá no SQVP. Números, são apenas números. E talvez tenha sido por essa “despreocupação” toda que eu cresci tão rápido, porque meu foco era de fato levar o conteúdo.

5. Você tem haters? E como lida com as críticas?

Graças a Deus não! Haha. Mas sobre as críticas é uma coisa que aprendi a lidar aos poucos. Coloco no perfil minhas opiniões e minhas experiências, mas é claro que é uma coisa que não acontece com todos, senão não teríamos tanta variedade de produtos assim né? Porque todas usariam as mesmas coisas. Recebo muitas críticas construtivas, e sempre respondo todas com o maior carinho, porque como já falei ninguém é dona da verdade. Já com as críticas destrutivas, que são um pouco mais chatas, eu sempre tento contornar a situação respondendo educadamente e tentando mostrar que ali foram resultados das minhas experiências.

IMG_0157[1]6. Quais produtos e marcas tem sido os seus favoritos que não tem te decepcionado?

As bases da Vult ganharam um lugar no meu coração esses dias. A Versão MATTE e a versão HD são incríveis, duram demais na pele, tem uma textura super “leve” e suportam o calor de Recife, e a oleosidade da minha pele mista. Outro produto indispensável para mim é o corretivo, e sem dúvidas o que me surpreendeu esse ano foi a nova versão do produto da Tracta. Desde que eles reformularam e criaram a versão Matte, não vivo mais sem e sou dessas que saio por ai falando dele pra todo mundo Haha. Acho que a Tracta devia até me mandar uma caixa dele. Haha!! Ainda falando em produtos para pele, o pó da Ricosti que é super baratinho e cumpre bem demais o papel dele. O iluminador da Ruby Rose, que foi desejo de toda mulher logo que lançou, e por último os batons líquidos da Linha Bruna Tavares. Aquela mulher não brinca em serviço né? A cada lançamento dela eu piro, e realmente todas as cores são diferentes, e a qualidade nem se fala. São batons que realmente não saem de jeito nenhum. E eu sou bem crítica nesses pontos de duração de produtos.

7. O que você indica pra quem ta começando a ter uma necessaire?

A primeira coisa que você precisa saber é como é seu tipo de pele. Porque isso vai influenciar demais na escolha de todos os produtos. Não adianta eu ter pele seca e usar produtos para pele oleosa, com toda certeza você não vai obter um bom resultado, principalmente se esse produto for base. As chances da base abrir/craquelar no seu rosto, por exemplo, será enorme. Eu sou muito apegada em pele, acredito que ela muda uma maquiagem. Mesmo que você não tenha habilidade de fazer um super esfumado no olho, mas a sua pele esta bonita e bem preparada, você coloca um rímel e já está pronta para ir para qualquer lugar. E aí é só usar e abusar das cores dos batons. Por isso invista em uma boa base e um bom corretivo. E para o produto ser bom não significa que ele tem que ser caro. As marcas nacionais estão com tudo, e os produtos hoje em dia são tão bons quantos os importados. Na minha pele, por exemplo, que é mista/oleosa, super me dou bem com as bases da Vult e o corretivo da Tracta Matte. Os demais itens indispensáveis em uma nécessaire são: Primer, Pó compacto (indico de olhos fechados o da Vult), Blush, uma sombra iluminadora, um pó para contorno, iluminador facial, uma sombra para realçar as sobrancelhas, lápis para olhos, rímel e dois batons: um nude e um outro tom escuro. Só com esses produtos você já consegue uma maquiagem incrível para usar em qualquer ocasião.

8. Pra você, produto caro é realmente sinônimo de produto que vale a pena?

Com toda certeza não. Alguns produtos caros são realmente um investimento para quem assim como eu, é louca por maquiagem. Se tivesse que falar um produto caro para você investir seria: Base. Quanto aos demais produtos como, blush, rímel, sombras, pó, batom, etc, temos ótimas opções no mercado nacional. Acredito que antigamente o mercado não tinha tantas opções como temos hoje, por isso era tão almejado esses produtos mais caros e/ou importados.

9. Tem algum produto que você se arrependeu profundamente de ter comprado?

Váriooooosss!!! O primeiro que me arrependi profundamente foi um rímel da MAC que se ele sentir uma gota de água no ar ele derrete e me deixa igual a uma panda. Haha! Sem condições né? E olha o produto caro decepcionando ai!! Outro queridinho no mundo da maquiagem e que me decepcionou demais, foi o corretivo Yellow da Mary Kay. Comprei de tanto que falavam maravilhas dele, mas quando usei só ele sem uma base por cima, e coloquei para teste, ele acumulou em pouquíssimo tempo. Sem falar que não aderiu direito a pele e ainda se desfez inteiro em contato com água. Só para você ter noção, quando lacrimejei usando ele (sozinho), virou uma mancha. Sem condições né? Tenho até a prova em vídeo desse fato no SQVP. Haha

10.Quais são os seus critérios para definir se algo vale ou não a pena investir?

Sem dúvidas o maior critério é a duração. Temos que sair de casa bonita e voltar também né?! Claro que ao longo do dia o produto vai mudando, devido ao clima, oleosidade da pele e tudo mais, mas no mínimo temos que voltar apresentável. Haha. Também observo o preço, pois ele tem que valer o custo benefício. E outros pontos como, aderência na pele, aspecto e oleosidade.

11.Qual marca brasileira tem te surpreendido?

A Vult vem surpreendendo demais com os produtos que estão lançando, só acho uma pena que isso refletiu um pouco no preço, e os produtos estão bem mais caros. Outra marca foi a Ruby Rose, que veio para mostrar que produtos super baratos podem sim possuir uma boa qualidade.

12. Atualmente, o que tem na sua necessaire?

A minha nécessaire está sempre mudando, principalmente porque estou continuamente testando produtos, e acabo levando muitas opções também. Atualmente os produtos que estão nela são: A base Matte da Vult na cor: 03, a base Studio Fix da Mac na cor: NC25, o corretivo da linha Bruna Tavares na cor: BT30 e o corretivo da Tracta na versão matte na cor: médio, o pó da Vult na cor: 02 e 03, Blush da Tracta na cor: Hibisco, Iluminador Soft & Gentle da Mac, o rímel é o The Colossal da Maybelline a prova d’água, sombras unitárias da Vult, o duo para sobrancelha da Sobrancelha Desing na cor: Rich Brown/Caramel, o lápis bege da Tracta, o delineador liquido da Vult, os batons da Tracta na cor: Ballet e HD90, um gloss da Hourglass, e um batom da Mac na cor: Whril.

13. Qual é o produto que você não vive sem?

O corretivo. Sou maluca por corretivo, e quem me segue sabe bem disso. Haha! Se você não tiver uma base, ele cumpre o papel dela perfeitamente. E ninguém merece sair por ai cheia de olheiras também né?! Haha. Ah, e se eu tivesse que escolher alguma marca, seria o corretivo da Tracta Matte.

14. Como é a sua rotina de gravação dos vídeos?

Sendo bem sincera eu não tenho uma rotina. Dependendo do produto que eu estiver testando, e de como ele se comportará, é que ele vai virar assunto de um vídeo. Portanto, ele precisa surpreender muito, ou decepcionar. Sempre passo dias testando, então quando faço todas as anotações e tenho uma opinião formada, eu sento, arrumo um cenário, uma luz e começo a gravar.

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15. Tem interesse em expandir pro youtube ou prefere continuar com os vídeos cápsulas do instagram?

O Youtube é um assunto que muitas seguidoras abordam. No começo, eu não tinha a pretensão de expandir para lá, mas hoje com o crescimento e os pedidos que recebo, vejo que seria uma boa opção para o SQVP. Principalmente porque vejo que recebo muito mais feedback com os meus vídeos. E no Instagram possui um tempo limitado ne? Então acaba que os vídeos ficam muito rápido e curtos, porque ele só permite até 1 minuto de duração. Porém, como boa perfeccionista que sou, quero uma coisa bem feita e estruturada. Então ainda preciso trabalhar essa ideia, mas será um projeto futuro, se Deus quiser.

16. Em que momento você se sente bonita?

Quando eu estou bem comigo mesma. Claro que quando estamos maquiada e com super produção, nos sentimos maravilhosas né?! Mas a gente precisa buscar essa beleza dentro da gente, e não buscar e enxergar isso apenas na maquiagem.

17. E pra finalizar, pra você beleza é…

Mais uma vez, é se sentir bem. Consigo mesma, com sua família, com os amigos, o mundo… é verdadeiramente a sua auto estima. Ninguém é igual a ninguém, e cada pessoa tem sua beleza. E é essa a “graça”. Imagina se fossemos todas iguais? Não faria muito sentido. É gostoso sermos diferentes, e aprendermos a lidar com isso.

 

Ela é muito maravilhosa e sou seguidora dela desde o comecinho do seu insta e fico imensamente feliz em vivenciar esse crescimento! De olhos fechados a resenha dela é confiável e já comprei alguns produtos por indicação sem me arrepender com o resultado!

Obrigada Rah por ter participado! ❤

Espero que voces tenham gostado!

Aproveita e curte a gente no nosso facebook, clicando aqui assim você pode acompanhar as nossas postagens!

Beeeijo

Rah

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Você não é um número

Oi gente!! Bora refletir juntos?

Desde quando nascemos os meios convencionais tenta nos resumir a números: data de nascimento, rg, cpf, cep, número de celular, senhas, número do que vestir, a idade… E quando pensamos em moda, massivamente ela gira em duas coisas: número da roupa e idade.

Há um tempinho atrás, tive o prazer de encontrar no netflix o documentário Advanced Style (que também é um blog maravilhoso) e que trata de mulheres idosas reais com vidas normais (ou seja, não são blogueiras e nem tem aquela “vida dos sonhos” nas redes sociais”) mas que mesmo com a idade o estilo é o que mais se destaca! ❤

O documentário por inteiro me fez refletir bastante, ao ponto de eu escrever essa “crônica”. Afinal de contas o mundo está envelhecendo, a pirâmide populacional está se invertendo e hoje em dia conhecemos mais gente mais velha do que novas… pode perceber isso!

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O Advanced Style trata que o estilo na velhice é possível! Na verdade, antes de virar documentário, o AS é um blog de street style que fotografa apenas idosos estilosos pelo mundo! Já virou livro, causa ativista e recentemente virou um documentário! As imagens são maravilhosas e inspiradoras! Selecionei algumas frases de mais impacto para conversar um pouco sobre o assunto!

“Eu nunca quis parecer jovem, sempre quis ser linda”

Essa frase é uma das melhores de todo o documentário! Pra mim, existe uma diferença abissal entre sentir-se linda e parecer jovem, pois uma coisa não tem nada a ver com a outra!

É importantíssimo ter essa conversa hoje em dia com alguém mais velho (e até mesmo começar a fazer uma auto-análise). Quantas pessoas no nosso dia a dia que a gente tem percebido que com o passar da idade parece que ela está “se perdendo” na identidade?

As vezes eu percebo isso aqui em casa mesmo, com minha mãe. Com a idade, ela tem ficado com menos vontade de sair, de se arrumar… A gente aqui é que não deixa! Sempre compra roupas e acessórios pra ela da forma como ela sempre foi: colorida, estampada, cheia de textura. Lembro de quando a gente viajava na férias, ela sempre vestia um blazer maravilhoso estruturado com um mega broche de instrumentos musicais que fazia qualquer detector de metais apitar! hahaha

A moda hoje em dia parece que está sendo feita apenas para um tipo de corpo, para uma faixa etária. É tudo absurdamente curto, cintura baixa, croppeds croppeds e mais croppeds. Entro em algumas lojas já com um certo bode das coisas, tanto pelo estilo quanto pela proporção!

É impossível achar coisas mais adultas sem perder o estilo. E piora quando vai ficando mais idoso. Quem foi que inventou que ser velhinho (a) o mundo vira tom pastel, monocromático, sem forma?  Hoje em dia tudo ta girando em torno da “juventude eterna” e isso me cansa de uma certa forma.

Minha mãe até hoje ama usar jeans rasgado, mas a cada dia tem ficado mais difícil achar…

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Hoje em dia precisamos ser incentivadores de pessoas, principalmente com os mais velhos. A sensação de não-utilidade dessa faixa etária está a cada dia crescendo e com isso a pessoa vai perdendo a identidade, o prazer em viver.

“Eu me visto para o teatro da minha vida todos os dias”

E foi assim que uma senhora se definiu no documentário. Ela foi uma atriz em NY e todo dia ela sai diferente! Ela se veste de algum tipo de personagem e sai andando pelas ruas sem medo de ser feliz!

E a hora de se vestir tem que ter essa pegada mesmo! É inovar, ousar, é mostrar uma sensação, passar uma mensagem para as ruas!

Mas acima de tudo, tem que ser um processo divertido para si próprio. E para se divertir, o seu armário tem que ser funcional, tem que ter a sua cara. Não adianta comprar algo só porque todos os instagram de moda estão mostrando. Sou contra essa massividade, no fim das contas a gente vira acumulador. O armário fica lotado de coisas que não conversam entre si.

Já falei sobre isso em outros posts, quanto mais funcional for o seu armário, melhor e mais rápido será o processo de se vestir. É claro que pra isso a gente passa por um momento quase doloroso da auto-análise. Definir o próprio estilo não é uma das tarefas mais fáceis, principalmente quando você não se encaixa no que a moda tenta impor.

Se para a gente que está antes dos 40 a coisa já está ficando complicada de se vestir, imagine pra quem tem mais idade? Dos 50 em diante a coisa fica meio caótica! Precisamos ajudar aqueles que nos cercam para não se perderem nesse meio tempo, para não se renderem ao pijama e havaianas.

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“Quando você envelhece, você aprende a se aceitar”

No documentário você percebe mulheres de todos os estilos: as mais caricatas, as que amam um acessório diferentão, as que usam roupa curta mesmo e não se preocupam com isso, as extremamente estilosas, as que não abrem mão da maquiagem.

Mas todas dizem a mesma coisa, que é se aceitar. É saber que já não conseguem fazer as coisas na mesma agilidade e que algumas coisas não funcionam mais pra elas. Mas que mesmo assim elas procuram uma forma de se expressar!

Como você se vê daqui alguns anos? Estilo é um exercício de criatividade. E quanto mais a gente pratica, mais a gente aprimora e o processo de aceitação vai fluindo naturalmente.

Eu amo usar short (é tipo minha farda para a vida), mas sei que quando eu tiver 80 anos não vou mais querer usar (até porque eu tenho usado a exaustão pra ir ficando mais elegante e estilosa com a idade e não sentir falta dessa peça… heeheh oh o truque), mas eu com certeza vou querer continuar mostrando minha personalidade com alguma outra peça.

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Sério, to num sério caso de amor com o blog Advanced Style ❤

Muita gente recorre a internet para se inspirar e acho louvável que a cada dia a gente procure blogs que nos represente. Ver uma blogueira vestida no valor de um carro popular é bom? Talvez… Se você focar apenas na mensagem que ela quer passar, tudo bem.. que aí a gente procura looks mais acessíveis para se parecer com ela. Mas, se a gente encanar com a grife… aí o choque com a realidade começa a complicar.

Eu admiro e muito algumas blogueiras (Thassinha e Camila Coutinho), mas guardo energia para ler pessoas além da vitrine. É tão bom ler matérias com conteúdo, que vai te ajudar a deixar o dia a dia mais fácil, mais rápido. Que não te torna num consumidor ávido por alguma promoção, mas que te faz refletir nos seus hábitos, no seu modo de comprar, de vestir.

Temos que acompanhar pessoas que nos deixem a vontade na nossa própria pele! Precisamos deixar as pessoas que nos rodeiam também a vontade na própria pele! E se os que mais sofrem com esse processo são os mais velhos, que tal a gente dedicar um pouco do nosso tempo para incentivá-los? Faça isso em casa!

Ninguém merece perder o estilo!

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Falei pra caramba, né?!

Mas como o título diz e anote isso para a vida toda: VOCÊ NÃO É UM NÚMERO!!!!

Beijo!!!

Rah

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Black Power

Oiii pessoal!!!!

Esses dias enquanto ficava olhando o pesquisar do instagram me deparei com uma tatuagem bem bacana escrito BLK PWR e daí veio minha inspiração para mostrar 3 bloggers que assumiram os seus cachos e que são mega estilosas!

O que eu acho mais bacana é que todas contam a sua história de transição capilar e achei bem interessante para encorajar quem tem essa vontade mas não sabe como começar!

Bora ver quem eu selecionei?

  1. Jéssica Dantas: baiana do blog Fala, Dantas!

Ela não faz looks mirabolantes e por ser do nordeste os looks dela são totalmente copiáveis para quem é do norte também!

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2. Nina Gabriella: ela é youtuber do canal Nina Gabriella . E são vídeos em que o foco é cabelo e maquiagem! Ela mostra bem como cuidar dos cachos e lidar com eles, inclusive em processo de transição!

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3. Nathalie Barros: a mais estilosa do mundo! Ela é minha mais nova fixação! haahha A blogger dona do site com seu próprio nome mostra os cuidados com os cabelos com produtos beeem acessíveis, além de dar dicas de maquiagem! As fotos do instagram dela é um show a parte! ❤

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Só o cabelo delas já deixa qualquer produção maravilhosa! E para quem quer aprender a cuidar dos cachos, a dica é: siga essas meninas! Tem dicas de penteados, sobre corte de cabelo, quais produtos usar…

E quem conhecer outras musas dos cachos, é só contar pra gente!!!

Beeeeijo

@rahnoinsta

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A beleza de quem assumiu os cachos

E chegou o dia de atualizar a tag Beleza que Inspira!! E nesse mês a entrevista é com uma amiga minha desde os tempos da faculdade e a temática é: assumir os cabelos cacheados!

Lembro da Pri com cabelo alisado e quem tem o cabelo crespo sabe muito bem a luta que é “domar” os cabelos! E a coisa piora quando há química no meio!

Esse post não vai ser sobre ditadura do cabelo liso e muito menos que você tem que ter o cabelo que sua genética te deu! Esse post é sobre consciência e sentir-se bem consigo mesmo, independente se tem química ou não!

Senta que lá vem textão, por que ela fala que nem eu e eu adoro isso! hahaha

Com vocês, Priscila Carvalho e sua história de aceitação capilar!

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  1. Quando e porque começou o seu processo de mudança/aceitação dos cachos?

Lembro que minha mãe alisava meus cabelos desde que eu tinha uns nove anos de idade e eu sempre me percebi assim, como alguém que tinha um cabelo feio e “sarara”. Não era nada bom ser chamada de cabelo de “Bombril” na escola, essa fase é massacrante principalmente pra quem não faz parte dos padrões de beleza. A grande verdade é que nós meninas  crespas ou cacheadas não somos ensinadas a se achar bonitas usando nosso cabelo natural,  nem entendemos nossa ascendência ou temos qualquer identificação cultural com ela, somos levadas a total negação de nossas raízes, inclusive as capilares (rsrs). Principalmente se nossas matrizes étnicas raciais forem africanas ou indígenas, piorou se forem ambas. Até porque o padrão de beleza é outro na nossa sociedade. Que enfatiza como belo pessoas brancas, dos olhos claros e cabelos lisos, esses são os nossos referenciais inclusive na televisão.

Bem eu não tinha consciência disso até um tempo atrás, muito menos minha mãe quando alisava meus cabelos, fazia parte do nosso subjetivo impulsionado também pelos nossos preconceitos que aprendemos socialmente. Enfim, conforme fui crescendo eu continuava com a química porque queria ver meus cabelos compridos, menos “rebeldes” e também me sentir bonita, pelo menos eu achava que era só por isso.

Desse modo, umas das primeiras coisas que me levou a mudança foi um corte químico no cabelo, foi o terceiro ou quarto que já havia sofrido, mas parece que não aprendi antes. A gota d´água foi esse corte químico capilar de 2013 quando tinha 23 anos, quase me deixou careca, passei 2013 e 2014 usando aplique, porque meu cabelo estava completamente detonado, tinha vários “buracos” na cabeça. Aos 24 anos fui obrigada a reiniciar, passei a usar na metade do ano de 2013 e todo ano de 2014 um aplique ou mega hair. Porém nesse momento já tinha pré-estabelecido o meu objetivo de voltar ao cabelo natural.

Quando meu cabelo começou a crescer novamente, eu nem me lembrava da sua textura natural. Só sabia que queria desesperadamente meu cabelo de volta. No ano e meio que usei mega hair, eu não alisava mais o cabelo, mas passava a chapinha, para deixa-lo na “mesma” textura do aplique e assim fui levando até ele crescer um pouquinho para eu sentir uma confiança e abandonar o Mega.

Dessa forma, no final do ano de 2014, eu coloquei o aplique novamente, mas no dia seguinte me arrependi e fui na minha cabeleireira para que ela tirasse o Mega. Eu quis começar 2015 com o meu cabelo natural, nesse mesmo dia fiz meu B.C “big chop” conhecido também como “grande corte”. É a fase que cortamos toda a química ou resto da química do cabelo. Quando saí de lá do salão me senti aliviada, chorei muito, só que de felicidade (claro), imagina… me sentia todos esses anos escravizada pelas químicas e aquele dia foi a minha alforria. Foi um momento lindo, de alivio, aceitação, autoafirmação e empoderamento.

2. Como é a sua relação com a moda?

Acho que é boa, eu tenho fases como ela.

3. Quais são os cuidados que você tem/aderiu sobre beleza?

Olha com a idade vem algumas necessidades não é mesmo? rs. Tenho cuidado da minha alimentação ingerindo mais frutas, hortaliças, crepioca e a minha  queridinha: batata doce (adoro). No geral com certeza estou comendo menos besteira, como doces e fast food e não tomo refrigerante há meses e estou super de boa com isso.

 Outra coisa que adotei é tomar pela manhã um copo de suco verde/detox que ajuda bastante a acelerar o metabolismo, ingerir  pelo menos dois litros de água por dia. Além disso, estou tentando ser mais disciplinada e fazer exercícios pelo menos 3 vezes na semana, incluindo uma rotina de caminhadas /corridas.

Aprendi também a cuidar melhor da minha pele que infelizmente é oleosa e acneica, uso um gel de limpeza Vichy Normaderm pela manhã, super  recomendo para quem sofre dos mesmos probleminhas.  Enfim essas atitudes fazem toda diferença no nosso corpo, saúde, bem-estar vai por mim.   😉

4. Qual é o seu conceito de beleza?

Não tenho um conceito de beleza, todavia penso que ela não se prende a padrões e deve ser uma expressão da diversidade. Além disso, a beleza não é ser, é se sentir bela.

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5. Pra você, o que é estar na moda? 

Penso que estar na moda é sobretudo se sentir bem consigo mesma, com o mundo e com os outros. A roupa só representa um dos aspectos de sua personalidade e energia.

  1. Como você define o seu estilo?

Ultimamente estou muito apegada com um estilo retro anos 80 e 90 estou usando muito calças e bermudas jeans cintura-alta, blusa de flanelas ou até o pescoço  meio cavadas no braço. Porém, também tenho influências de moda urbana contemporânea, swag style e roupas étnicas.

  1. Quem te inspira sobre moda e beleza?

Tenho várias inspirações sobre moda e beleza , uma delas é a Rihanna, quando quero algo mais ousado e descolado no estilo swag. Gosto muito dos looks da Sheron Menezes nas roupas mais clássicas e étnicas.

  1. Quando você se sente bonita?

Pode parecer um absurdo, mas me sinto assim  o tempo todo, tirando aqueles dias que a gente tá meio pra baixo. Normalmente… me sinto bonita.  Auto-estimaaa meninas é fundamental!

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Quem conheceu a Priscila na faculdade acho que hoje não a reconhece mais! Sério! Posso afirmar com conhecimento de causa que hoje ela está 100% mais segura e isso tem refletido tanto na beleza dela! Tudo casou com a personalidade dela! Ficou absurdamente linda!

Obrigada Pri por participar na maior boa vontade dessa tag no blog!!!

E aí, você já se sentiu bela hoje?

Beijosss

@rahnoinsta

http://www.facebook.com/blogquebeleza

 

A beleza de uma Turista Carimbada

Se tem uma tag que eu gosto é essa do Beleza Que Inspira! Juro que eu queria ser uma mosquinha para ver a reação das pessoas ao receber o convite em participar dessa entrevista!

A Beleza que Inspira do mês de maio é a Turista Carimbada Thais Ferrari, dona de um blog de viagens muuuuuito bacana! Diferente daqueles “diários de viagem” que a gente vê por aí, ela mostra bem os pontos turísticos, o que vale a pena, o que não vale, enfim, várias dicas bem boas para não cair em cilada em viagem!

Como ela viaja meio mundo, nada melhor do que saber como ela se vira no quesito beleza quando viaja, não é? Por isso segue abaixo uma entrevista muuuuito bacana!!! E pra mim, a melhor parte de toda a conversa sobre ela participar da tag é que eu sempre peço para a pessoa me enviar 3 fotos para ilustrar a matéria, e sabe o que ela me respondeu? “Foi muito difícil escolher fotos que eu me acho linda, juro! kkkkk” APENAS A-MEEEEI!!!!

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  1. Porquê você decidiu morar fora do Brasil?

Eu nunca pensei em morar na Itália, apesar de ser de origem italiana. Mas um dia, como nos contos de fada, inesperadamente, eu conheci meu príncipe. Meu marido é brasileiro também, mas quando o conheci, ele já morava na Itália há mais de 25 anos então, eu não tive muita escolha, se quisesse ficar com ele teria de vir prá cá, uma vez que a vida dele aqui, já estava muito mais organizada do que a minha no Brasil.

  1. No seu processo de adaptação em outro país, você sentiu alguma dificuldade para manter os cuidados com a beleza? (por exemplo, serviços de manicure, de depilação, cabeleireira)

Eu senti todos as dificuldades possíveis no processo de adaptação em matéria de cabelos e digo que ainda sinto alguns.

Por exemplo, eu sempre fiz escova progressiva nos cabelos, e aqui na Itália esse tipo de produto é proibido. Não é que não tenha, você até encontra cabelereiros que trouxeram o produto do Brasil e façam a aplicação, mas custa muito caro, três vezes mais. Já no Brasil, por mais proibido que tenha passado a ser,  eles mudavam o nome do tratamento, como foi o caso daquela vez que passou a ser chamada ” escova de chocolate” e quem era viciada no tratamento, como eu, continuava fazendo.

O resultado disso, foi que eu trouxe comigo os produtos do Brasil e passei a fazer eu mesma em casa. Até hoje tenho tido sucesso. Mas, não é que comprei qualquer produto, eu comprei um bom produto, com aconselhamento da minha cabelereira do Brasil. Esse produto é um meio termo entre a perfeição da escova progressiva feita no salão e um tratamento de relaxamento de ondas. Isso aliado a água daqui  que tem muito calcário e faz pesar os cabelos, o resultado foi perfeito!

Quanto a depilação e manicure não fui muito atingida porque sempre fiz sozinha. As brasileiras são sempre muito talentosas quando o assunto é beleza, não é mesmo?

  1. Pra você, quais são as diferenças e semelhanças nos cuidados de beleza entre brasileiras e italianas?

Em relação a cortes de cabelo, até hoje sou muito receosa e confesso que eu mesma corto meu cabelo, porque as vezes que fui no cabelereiro por aqui, o resultado foi  desastroso. Aqui na Itália, eles gostam mais de cabelos curtos , um pouco esculpidos e com tintura. Eu sempre gostei dos meus cabelos na cor natural e sempre usei corte reto no máximo com uma franja comprida. Uma vez, saí do salão parecendo um mico-leão-dourado. E depois disso, fiquei traumatizada e nunca mais voltei. Agora estou pouco a pouco conseguindo fazer voltar meu antigo visual.

Em contrapartida, acho que eles são ótimos em fazer penteados como escovas e lisos cacheados e também que resistam ao tempo úmido, por que, frio e chuva aqui é praticamente é o ano inteiro.

Em relação as unhas , aqui elas não tiram as cutículas. Prova viva disso, é que não se encontra alicate de cutícula como os nossos no Brasil. Elas acreditam que não faça bem tirar as cutículas e mesmo o esmalte, é passado quase até chegar na cutícula e não como os nossos  que são colocados em toda superfície da unha. Mas sempre tem aqueles outros tratamentos de gel e unhas postiças que é bastante usado.

Uma diferença gritante, é a maneira como elas lidam com o preenchimento labial. É muito exagerado e quem faz fica com aquela bico de pato. Nós , ao invés, apenas preenchemos o que antes já existia e fica mais discreto.

Sobre maquiagem, é difícil generalizar, porque tem sempre aquelas mulheres que exageram em tudo. Mas o normal daqui é usar maquiagem mais carregada que as nossas. Elas adoram contorno labial e olhos bem marcados.

O que se escuta dizer, é que elas acham a mulher brasileira muito bonita, e tem aquelas que sonham em ir para o Brasil fazer cirurgias plásticas, ou arrumar os dentes, uma vez que aqui o tratamento dentário é de péssima qualidade e está anos luz de ser prioridade na vida deles. Eu continuo me tratando no Brasil.

  1. Como é uma necessaire de uma viajante?

Ah! Isso varia muito! Depende do lugar para o qual eu vou e de quanto tempo eu vou ficar. Hoje em dia , depois de ter levado muita coisa em viagem que eu cheguei a nem tocar, aprendi a ser mais moderada.

Se eu tivesse que elencar algumas coisas que não podem faltar de jeito nenhum, seriam:

1-Filtro solar

2-Hidratante para o rosto,  para os lábils e para o corpo

3-Shampoo e condicionador

4-Óleo para as pontas dos cabelos ou um leaving

5-Escova,  pasta de dente e fio dental

6-Lenços umedecidos para tirar a maquiagem ( é mais leve , e mais seguro que não vaze na mala)

7- Maquiagem (nada de exageros:  base, pó, 1 sobra, lápis, rímel, blush e 1 batom)

8-Lixa de unha (é o item mais importante no quesito unhas. Eu tenho prática e fazer minhas unhas e ás vezes, dependendo do lugar que eu vá, se for mais chique, eu levo um esmalte para dar umas pinceladas na unha descascada.Mas para quem não tem prática, sempre haverá um salão de beleza a disposição)

9-Pente e escova  (Eu parei de levar secador de cabelo porque a maioria dos hotéis sempre tem e quando ficamos em lugares que não tem, geralmente é um lugar de clima quente, então eu aproveito e faço aquele visual ” acabei de sair da piscina” .

10- Desodorante

11- OB e Carefree

 Lembrando que eu sempre levo a menor embalagem possível, e se terminar eu compro durante a viagem.

  1. Como manter a beleza durante uma viagem?

Ás vezes é complicado, como por exemplo quando faço uma viagem de 1 mês , por cinco países diferentes com uma mochila.Tem que ter espirito de aventura e saber que aquela é uma condição para estar ali. Eu muitas vezes penso que  quando chegar em casa eu serei super vaidosa de novo e isso me alivia.

Geralmente o que acontece é que a mesma roupa que molhou, suou , sujou, amassou, será usada inúmeras vezes. Então quando eu tiro a roupa, procuro deixá-la sempre pendurada para arejar . Procuro também sempre levar roupas  com tecido mais fáceis, que não amassem tanto, de cores neutras que combinem entre si.

Calcinhas eu levo pouquíssimas e de tecidos que sequem rápido assim, posso lavar todo dia. Com os sutiãs, que é mais complicado combinar coma  roupas e lavar, eu procuro levar no máximo dois ou três, sendo um cor da pele com a opção de tirar a alça.

A regra básica com os cabelos é, se estiver horrível, faça um coque meio desarrumado e sorria. Não dá prá ficar encanando muito. Ter uns grampinhos à mão facilita muito quando estamos em lugar com muito vento.

Sobre sapatos, a regra é, jamais, em hipótese alguma, viajar com sapato novo. O ideal é sempre o mais confortável. Salto alto eu só levo se souber que vou precisar para alguma festa que já esteja marcada porque se não, eu procuro levar uma rasteirinha mais chique para usar a noite e de dia é tênis , chinelos e sandálias confortáveis e leves. Como meu pé é muito grande, a quantidade de sapatos que eu resolver levar pesa na mala então eu viajo normalmente com 3 pares no máximo. E sempre experimento com todas as roupas  antes, para saber se eles ficam bem com tudo.

  1. Como é a sua relação com a moda?

Bem, imagine que quando eu estava no Brasil, eu trabalhava como modelista piloteira. Ou seja, eu simplesmente amo moda. Quando eu vim prá cá, eu tinha dez portas de armário, umas 50 bolsas, uns 100 pares de sapato, fora os acessórios. O que eu fiz, foi que eu doei tudo, porque não tinha onde deixar e nem como trazer então desapeguei. Vim prá cá com duas malas e pouco a pouco fui refazendo meu armário.

É verdade que aqui a gente tem vontade de comprar tudo, mas é como em todo lugar, em um mês você compra uma roupinha, no outro compra um sapato. Eu tenho minhas máquinas de costura aqui, então, costuro várias das minhas roupas.

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  1. Quais são os cuidados que você tem/aderiu sobre beleza?

Eu sempre fui paranoica com  a pele do rosto. Desde os 18 anos comecei a usar cremes e protetor solar. Agora, com o passar dos anos, mudanças hormonais e climas diversos ajudaram a envelhecer um pouco minha pele e eu redobrei os cuidados.

Aqui são basicamente nove meses de frio e todo lugar que você vai tem aquecimento então é uma briga do frio com o calor, isso desidrata a pele e envelhece precocemente. E quando chega o verão, é sempre  aquele calor de mais de 35 graus. Nessa época eu não saio de casa sem  filtro solar e chapéu.

Sobre fazer esportes, eu amo correr e procuro fazer pelo menos duas vezes por semana. Depois que vim para cá, foi inevitável engordar, imagine que não só porque a culinária italiana é divina e os vinhos nem se fala, mas porque o fato de mudar radicalmente o tipo de dieta alimentar já desequilibra o organismo, então eu tento me exercitar com regularidade. Mas isso para mim não é sofrido porque eu sempre pratiquei esporte.

  1. Qual é o seu conceito de beleza?

Meu conceito de beleza, é a mulher que se valoriza e se cuida. Porque noventa por cento das mulheres não são modelos. Existem tipos diferentes e fora dos padrões que são muito mais notáveis que aquele padrãozinho que as revistas elegeram.

O que eu acho que transforma uma mulher em uma bela mulher, primeiro de tudo é a postura. Como ela se comporta e como trata os outros. Um sorriso no rosto e delicadeza sempre ajudam muito.

O tempo é implacável e todos estamos na lista das rugas, dos quilinhos a mais, ás vezes sem dinheiro para comprar a última moda, mas a pessoa que conhece seu estilo sempre  conseguirá transmitir uma graça e é essa serenidade que leva a pessoa a ser bela.

  1. Pra você, o que é estar na moda?

Tem muita coisa que está na moda é não é necessariamente belo. Vou dar um exemplo, lembra quando alguns anos atrás, aquela cantora de funk , Tati Quebra-barraco, saiu na capa da Vogue com a legenda ” Sou feia mas tô na moda” ?

Ela era o avesso dos padrões de moda mas estava na moda. Então, prá mim, estar na moda, é estar em evidência, mas não necessariamente ser objeto de desejo.

  1. Como você define o seu estilo?

Meu estilo é casual. Às vezes mais chique , ás vezes mais esportivo. Eu não abro mão de roupas de qualidade. Não precisam ser caras, mas precisam aparentar qualidade. Como eu entendo de costura, sempre observo muito o acabamento das peças antes de comprar. E sempre prefiro comprar uma boa peça de roupa que eu vá usar cem vezes ao invés de comprar uma baciada de roupas que na primeira lavada estragam ou que na próxima estação não combinem com mais nada.

  1. Quem te inspira sobre moda e beleza?

Eu poderia elencar muitos estilistas, mas até mesmo nossas referências podem ter surtos criativos e acabar fazendo coleções estranhas de vez em quando.

Vamos colocar assim, no Brasil, uma marca que se eu pudesse comprar a loja inteira, eu compraria, seria a Animale. Uma mulher despojada e chic. Que adora materiais inovadores e sexy ao mesmo tempo.

  1. Quando você se sente bonita?

Eu me sinto bonita quando estou feliz. Decisivamente! Uma mulher bonita é sempre aquela que está feliz.

Não dá vontade de viajar com ela?! ❤

Thais, muuuito obrigada por participar da entrevista! ❤ ❤

Beeeijo

@rahnoinsta

Beleza que Inspira: Roberta Peixoto

Conheço a Peixotinha há muito tempo e acompanhei de perto a sua mudança espiritual e a forma como agora vê o mundo. Muitas vezes pensamos que quem resolve seguir algum ensinamento religioso também deixa de lado a beleza. Perguntei a ela esse processo de transformação e como ela encara a beleza! Vamos ler?
Quando eu mudei por dentro e por fora
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 A forma como me visto hoje tem total ligação com a pessoa que me tornei! O que externo através do meu vestuário é reflexo de como me sinto e daquilo que sou.

A minha mudança “por dentro” começou no final de 2012. Digo que me “converti” ao catolicismo. Sempre fui católica, mas a partir de então passei a conhecer e a viver, verdadeiramente, como católica. Em março de 2015 fiz a consagração à Nossa Senhora pelo método de São Luís Maria Montfort, também conhecida como Consagração total ou Escravização de Amor a Cristo pelas mãos de Maria (Para mais detalhes http://consagrate.com/).

Através da mesma aprendi a viver – e isso inclui a vestimenta – a exemplo de Maria, portanto, com modéstia, pudor, cuidado.

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No início foi bem difícil desfazer da forma como me vestia: sem muita preocupação com a modéstia ou recato, e sim, em ressaltar e evidenciar as partes que eu mais gostava.  Mas com a mudança espiritual, acabou se tornando bem natural a mudança exterior. Eu fui adequando os estilos que sempre gostei com uma forma mais recatada de vestir, e acabei encontrando uma maneira de estar elegante, principalmente no ambiente de trabalho,e com modéstia.

Como não encontrava roupas elegantes e recatadas com facilidade, ano passado decidi criar uma grife e ajudar também as mulheres que, como eu, encontravam a mesma dificuldade. Mas acabei não conseguindo conciliar com o meu trabalho, na época já era concursada e trabalhando o dia inteiro. Mas o sonho está apenas adormecido. 😀

Definiria meu estilo como elegante com modéstia. E, ao contrário do que muitos pensam sobre consagradas, sim, nós cuidamos da nossa aparência (em especial as que são casadas, né minha gente?), apesar dessa não ser nossa prioridade, já que o essencial é invisível aos olhos humanos.  Mas cuido da saúde (que reflete em tudo: pele, cabelos, unhas, etc), vestuário, acessórios, maquiagem, estes últimos com discrição e cautela, principalmente em se tratando de determinados períodos do dia e ambientes.
Hoje posso garantir: nunca me senti tão bonita, feliz e completa (ainda mais agora que estou gerando uma vida). Eu me sinto radiante!

Beleza Real – Karoline Ramos

Você ja parou pra prestar atenção na reação das pessoas no exato momento em que você diz que elas são bonitas?

Sempre que elogiamos alguém, normalmente a resposta mais comum é um tímido obrigado ou as vezes, a exaltação de algum defeito próprio.

Sou daquelas que acredita que beleza é estado de espírito e como o blog tem a proposta de falar sobre beleza muito além do consumo, observei que sou cercada de pessoas lindas! Não apenas no seu lado estético, mas sim, que carregam consigo sempre algo tão bom, tão leve e o melhor ainda, são felizes da forma que são, ou seja, são pessoas que vestem a própria alma e personalidade.

Que tal a gente começar a pensar fora da caixa e observar a beleza no nosso dia a dia?

A primeira participante da coluna Beleza Real é a Karol Ramos, defensora do plus size! A conheci quando ela foi minha professora do book 1 da Wizard! É impossível ficar de mau humor perto dela!

O que será que ela tem pra falar sobre Beleza? Será que é possível ser plus size e ainda sim estar na moda e sentir-se bela?

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Essa é a Karol!!! Já estreou a coluna lacrando!

Karol, como é a sua relação com a moda?

Minha relação com a moda começou de forma tardia. Eu sempre gostei de ver editoriais de moda em revistas, mas como nada me representava, era só isso: ver e achar bonito lá. Mas depois que me conscientizei a respeito do meu corpo, depois que vi que era possível valorizar o que eu achava que era legal, minha relação mudou. Hoje já consigo comprar roupas G/GG um pouco mais fácil, em lojas de fast fashion, o que é ótimo, porque são roupas com estilo bem atual, que não tem aquela cara que roupas plus size tinham antigamente, ou seja, roupas bem “senhora”. Um fato engraçado a respeito disso é que eu passei anos da minha vida sem usar um vestido, porque achava que ele me deixaria parecendo grávida. Aí ano passado, depois de muita reflexão, choro e vela, decidi que tinha que parar com isso, fui lá, comprei o tal vestido e me dei essa chance. E não é que até gostei?! Ainda me acho um pouco estranha, mas não deixo de usar não. Uma hora, eu acostumo!

Hoje em dia, minha relação com a moda é um pouco mais amigável. Antes eu achava que moda não era pra mim, então a roupa era um instrumento pra me esconder: tudo muito grande, largo, comprido, etc. Mas ainda bem que a desconstrução chega pra todos, né?! Aprendi que sou assim, esse é meu corpo, e mesmo ele não sendo padrão, tem coisas bem legais e bonitas nele, então são essas que eu vou mostrar. Portanto hoje uso a moda em meu favor, busco o que ela tem de bom pra me oferecer, dentro do meu tipo físico.

Quais são os cuidados que você tem/aderiu sobre beleza?

Meus cuidados deveriam ser maiores, mas enfim, a gente faz o que pode: eu uso sabonete especial pra pele do rosto, faço hidratação nos cabelos (de vez em quando), adoro ir à manicure, gosto de me manter ativa (caminhada e hidroginástica) e AMO maquiagem. Não é sempre que Tô disposta a fazer AQUELA super produção, mas quando bate a inspiração, chego no trabalho tooooooda trabalhada na make. Hahahahahahahahahaha
Sei que deveria fazer mais, mas juro que quando tiver mais tempo, eu faço e volto aqui pra contar!

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Qual é o seu conceito de beleza?

Não quero que minha resposta pareça genérica, porque não é, mas pra mim, a beleza está nas diferenças: no alto e no baixo, no gordo e no magro, etc.
Meu conceito de beleza mudou muito de quando era mais nova pra hoje, muito por causa da quebra de padronização. Hoje consigo enxergar beleza em todos e juro que não tenho intenção de parecer clichê, mas beleza é de verdade algo que vem de dentro. Pode reparar que toda pessoa que é de boa, feliz, satisfeita, irradia uma luz diferente. Essa luz é beleza!

Como é ser plus size e tentar ficar na moda?

Ser plus size e estar na moda agora que começou a “combinar”. Como mencionei anteriormente, não conseguíamos achar roupas que traduzissem nossa personalidade muito facilmente, todas nos escondiam demais. Hoje já conseguimos achar tamanhos maiores em algumas lojas de fast fashion (#FikDik Forever 21 Manaus) e já temos lojas que vendem tamanhos maiores sem que eles sejam feios. Elas ainda são mais caras que as roupas-padrão, sim, mas olha, nada que uma parcelada de 4 vezes não ajude!
A gente começa comprando umas peças coringas: calça que se ajuste bem no teu corpo, uma camisa que valorize o colo, uma saia que te dá aquela cintura, acessórios que te permitem mudar a “cara” da roupa, pra você não enjoar delas, e assim começa. Lembrando que plus size pode usar TUDO!!!! De biquíni a cropped, nada é impossível ou feio ou sem caimento. O importante é você se valorizar.
Fluvia Lacerda e Ju Romano estão aí pra provar exatamente isso!

Como você define o seu estilo?

Meu estilo é urban casual mesmo. Uso muito jeans, camiseta e sapatilhas, porque pra minha rotina, é o que me deixa mais confortável. Confesso que tem dias que eu saio trabalhada no combo “polo+calça”, mas procuro compensar nos outros dias com uma produção um pouco mais elaborada (incluindo a make) pra dar uma balanceada nos looks.

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Quem te inspira sobre moda e beleza?

Antes de falar sobre quem me inspira a respeito de moda e beleza, vou falar quem me inspirou a me aceitar: Ju Romano (Blog Entre Topetes e Vinis).
Ela sempre bate na tecla da autoaceitação e no não ligar pro que os outros dizem, porque sempre vai ter gente pra falar mal, mas também sempre vai ter gente pra admirar, elogiar, curtir. Uma vez que você absorva esse pensamento, se permitir usar peças mais “ousadas” fica mais fácil, eu juro!
Então, com relação a moda plus size, a Ju Romano, a Ashley Graham, Fluvia Lacerda e algumas lojas, como Closet da Xica, Chica Bolacha, Flaminga. Essas lojas tratam a moda plus como moda, apenas isso, sem o estigma de “roupa pra gordo e roupa pra magro”, todo mundo pode achar o mesmo estilo de roupa tendo qualquer tipo de corpo.
Com relação a beleza, não tem uma pessoa que me inspire, justamente porque meu conceito de beleza é muito amplo. Várias mulheres são inspiradoras, minha mãe, minha irmã, minhas amigas, minhas alunas, todas me inspiram porque todas são lindas e eu aprendo muito as observando.

Quando você se sente bonita?

Então, na maioria das vezes eu sou apenas decente (hahahahahahahaha) mas me sinto bonita quando preciso fazer as grandes produções, tipo pra casamento, formatura, esses eventos, porque aí envolve tudo de uma vez só: cabelo, maquiagem, roupa, sapato, acessórios. Quando eu consigo juntar tudo isso, é quando eu acho que fico bonita. E também acho que acordo bonita, o passar do dia é que vai pesando nas costas e fazendo o cabelo ficar arrepiado, a roupa desalinhada, o sapato incomodando…mas quando eu acordo, eu juro que sou beeeeem bonitinha! Hahahahahahahahaha

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E você, já disse pra alguém o quanto ela é bonita hoje?

 

Beijos

@rahnoinsta